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30 de julho de 2010
 

Eventos | 24/06/2008 | 12h34min

Físico defende resfriamento global durante Seminário Cooplantio

Para Luiz Carlos Molion, alertas sobre aquecimento da terra não passam de histeria global

Nestor Tipa Júnior - Gramado (RS) | reportagem@canalrural.com.br

Ao contrário das previsões que estão anunciando cada vez mais a intensidade do aquecimento global, os próximos 20 anos deverão ter um resfriamento do planeta. A afirmação é do físico Luiz Carlos Molion. Ele falou nesta terça-feira, dia 24, durante o 23º Seminário Cooplanrtio, que o assunto não passa de uma histeria global. Durante a palestra, ele apontou quais serão os cenários para o Rio Grande do Sul.

– Para o Rio Grande do Sul, o que nós temos é uma redução das chuvas, com alguns lugares mais sensíveis e outros menos, variando na ordem de 10 a 20% de um total pluviométrico. Teremos invernos com freqüência maior de massas de ar polar frias, que podem provocar uma freqüência maior de geadas – salienta.

Molion acredita que os efeitos para a agricultura gaúcha não devem ser tão grandes como se imagina, mas algumas culturas podem sofrer com as geadas.

– Eu diria que o efeito para a agricultura não será tão grande no que se refere à época normal de plantio. Espero até que chova menos, mas que elas (as chuvas) sejam mais distribuídas em termos de tempo ao longo da safra. Mas os invernos poderão ser mais rigorosos e, dependendo do tipo de cultivo como, por exemplo, os citros, ele pode sofrer com invernos mais frios e com as geadas – afirma Molion.

Sobre suas posições contrárias aos prognósticos levantados por cientistas em relação ao aquecimento global, o físico respondeu dizendo que a maioria da comunidade científica prefere seguir a onda mundial.

– Tem muitos colegas que querem manter o seu status. Embora sejam pessoas de boa formação e que sabem as incertezas que existem por trás disso, preferem rezar a mesma cartilha do IPCC (sigla em inglês de Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Felizmente o clima não está colaborando com o IPCC. O IPCC gostaria que houvesse um aquecimento global - enfatiza.

 

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Comentários

Nestor Tipa Júnior

Denuncie este comentário25/06/2008 08:59

Caro Odir, ele é professor e diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal do Alagoas.


Paulo Andreazza - Eng. Agr°  - 

Denuncie este comentário25/06/2008 07:33

Com esta afirmação - "REDUÇÃO DAS CHUVAS, COM ALGUNS LUGARES MAIS SENSÍVEIS E OUTROS MENOS, VARIANDO NA ORDEM DE 10 A 20% DE UM TOTAL PLUVIOMÉTRICO", cada vez mais torna-se necessária na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria a aprovação da comunidade local, nas audiências públicas, agora dias 08 e 09 de julho, PARA A CONSTRUÇÃO DAS BARRAGENS TAQUAREMBÓ E JAGUARI. 1° Secretário da AUSM (Associação dos Usuários da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria)

Nabor Goulart, especial  / 

Molion: alertas sobre aquecimento da terra não passam de histeria global

     

 

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