Uma consequência direta da estiagem pesa no bolso dos consumidores gaúchos. Nos supermercados, o preço do leite em abril foi o maior desde 1998, quando começou a pesquisa de preços ao consumidor do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A explosão de preços é resultado da falta de chuva no início do período de entressafra de leite no Rio Grande do Sul.
Desde outubro, quando o leite longa vida integral, o mais consumido, era vendido a R$ 1,39, o preço do litro saltou para R$ 1,64 em abril (17,99% de alta), último dado disponível pela pesquisa do Iepe.
De acordo com levantamento feito pelo joenal Zero Hora, realizado nesse domingo, dia 24, em três supermercados com quatro marcas, o preço ainda não parou de subir. O valor médio do produto custava R$ 2,12 em média, superando até o nível de julho de 2007, quando o litro estava R$ 2,04, segundo o Iepe.
Estiagem agrava efeito do período de entressafra
Em geral, entre abril e agosto, período de produção menor, os preços sobem cerca de 30% nas gôndolas, segundo o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Longo. Mas, neste ano, os efeitos da estiagem estão se somando à pressão da entressafra.
A falta de chuva prejudicou as pastagens, o que provocou um corte de 50% na produção de leite no Estado, informa a diretora técnica da Emater, Águeda Marcéi Mezomo.
Também houve perdas na produção gaúcha de frutas e verduras, quebra na safra de feijão e há ameaça de atraso no plantio do trigo, acrescenta Águeda.
Como os supermercados podem comprar frutas e verduras de outros Estados e boa parte da produção está concentrada na Serra, onde não faltou chuva, os preços desses produtos não subiram.
Com o leite, no entanto, a situação é outra. As diferenças nos impostos estaduais cobrados sobre o produto inviabilizam a compra de indústrias de outros Estados, alerta Longo, e o impacto não pode ser amenizado com a importação de leite importado. Um dos problemas que afeta o preço do leite é a grande perda na lavoura de milho. O cultivo é importante para os pequenos produtores, que usam o grão na alimentação de animais para consumo próprio e para a produção de leite.
Outro problema é a especulação. Para os produtores de leite, o aumento do valor recebido pelo litro foi bem menor. Desde março, a indústria reajustou em 12,2% o valor médio pago ao produtor, passando de R$ 0,57 para R$ 0,64.
– O leite acabou virando especulação, e tem gente que está faturando – reclama Darlan Palharini, secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindi-Lat/RS).
Segundo Sérgio de Miranda, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), o preço ao produtor deveria aumentar mais de 30% para acompanhar o preço pago pelo consumidor.
– Tem efeito da seca e tem especulação – acrescenta Miranda.
ZERO HORA
Este problema é antigo. O produtor é tratado como um dependente que está sempre a disposição da indústria para produzir, não interessando se tem lucro ou não. Esta mesma indústria que se prevalece porque a atividade produz diariamente e não a como deixar as vacas sem ordenha-las sob pena de comprometer sua sanidade e produtividade. A indústria aumenta o preço a conta-gotas e quando baixa é de maneira brusca e aleatória, a seu bel prazer, sem se preocupar se o produtor tem contas a pagar.
é uma vergonha o que fazem com nós produtores de leite pois temos gastos altos para produzir o leite como a ração que nessa época é muito cara e quando por menos laticinios dão calotes enão nos pagam como a niza de ribeirão preto SP gostaria de ser mais respeitado porque os consumidores podem estar pagando caro si mas nós também temos gastos e não ganhamos quase nada pelo que produzimos e também muitos pais reclamam de comprar leite para os filhos que é um alimento sagrado para crianças enquanto as bebidas alcoolicas para aqueles que bebem pode chegar ao preço que for que ninguém reclama.
Terça a
quinta, às
9h30 e 15h
.
Segunda a sexta, das 12h às 13h
Sábado, 19h; segunda, 9h30
Segunda a sexta, às 20h30
Segunda a sexta, às 8h
Segunda a sexta, às 20h45
Dom, 11h30 e 21h; qui, 10h e 15h30
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Dom, 10h, ter, 10h, e sex, 10h30
Sáb dom, 10h30; dom, 20h; ter, 15h30; qua, 10h
Domingo, às 12h, e quinta, às 10h30
Domingo, 8h30, e segunda, 10h30
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