Expointer 2011  |  05/09/2011 02h47min

Setor de maquinário agrícola sustenta negócios na Expointer 2011

Segmento bate novo recorde em Esteio (RS) e é responsável pela maior parte dos R$ 889,31 milhões movimentados na Expointer

Caio Cigana  |  caio.cigana@zerohora.com.br

Contrariando as expectativas iniciais, as vendas de máquinas agrícolas de uma das mais tradicionais feiras agropecuária da América Latina alcançou R$ 834,7 milhões, um novo recorde a ser batido em Esteio. Pela nova metodologia adotada pelo governo para divulgar os negócios totais da mostra, a Expointer encerrou com R$ 889,31 milhões comercializados, abaixo dos R$ 1,14 bilhão de 2010.

Ano passado, por exemplo, a Secretaria da Agricultura contabilizou R$ 230 milhões em obras de infraestrutura, item que agora deixou de ser computado.

O setor de maquinário agrícola, que se tornou hegemônico na Expointer, fechou a feira com uma surpresa positiva. O resultado, 0,8% superior ao ano passado, foi puxado pela necessidade percebida pelo agricultor de investir em tecnologia de ponta para elevar a produtividade das lavouras, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier.

– Para surpresa nossa, superamos um pouquinho o ano passado. O que surpreendeu foi a venda de máquinas e equipamentos para agricultura de precisão – diz Bier, lembrando que a entidade considerava difícil superar o número de 2010 pela corrida dos produtores às compras no mesmo período do ano passado devido à sinalização de que os juros baixos oferecidos em financiamentos acabariam logo após a Expointer.

Para o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, no balanço divulgado pela organização, entretanto, poderiam ser acrescentados mais R$ 200 milhões em propostas que chegaram aos bancos para financiar outros investimentos além de animais e máquinas, como projetos para recuperações de áreas degradadas, por exemplo.

Comercialização de animais fica 17% abaixo de 2010

A venda de animais, porém, ficou abaixo do ano passado. Foram R$ 11,75 milhões, redução de 17% em relação a 2010. Para Elizabeth Cirne Lima, presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças, a movimentação inferior ao ano passado não carrega implicações negativas.

– Não tivemos a venda de animais de alto valor agregado, mas vendas elevadas de ovinos e rústicos – observa Elizabeth.

Em 2010, por exemplo, apenas 25% de um cavalo crioulo foi vendido por R$ 1,25 milhão.

Na avaliação do presidente da Federação da Agricultura do Estado, Carlos Sperotto, os resultados financeiros apontam para uma primavera de feiras promissoras no Interior.

Para Mainardi, o saldo foi positivo:

– Cumprimos com os objetivos que nos propomos. Foi uma grande Expointer pelo otimismo que transmitiu aos agronegócio

>>>Confira os números da feira

ZERO HORA
Tadeu Vilani / Agencia RBS

Vendas de máquinas agrícolas bateu recorde na Expointer
Foto:  Tadeu Vilani  /  Agencia RBS


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