Exportações de tabaco devem crescer até 15% em 2018

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam um crescimento de 73% no volume embarcado já no primeiro trimestre

Fonte: Bruna Essig/Canal Rural

Depois de um 2017 de estabilidade nas exportações de tabaco, o Brasil deve registrar aumento de 10% nos embarques em 2018. Essa é a tendência apontada pela pesquisa da PricewaterHouseCoopers, encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). A expectativa é que a exportação de tabaco aumente de 10% a 15% em volume e de 15% a 20% em dólares.  

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontaram um crescimento já no primeiro trimestre. Até o momento, em todo o país, foram embarcadas 107,1 mil toneladas, que geraram divisas de US$ 482,9 milhões, montante 73% maior em volume e 90% maior em dólares em comparação ao mesmo período de 2017.

Segundo o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, o crescimento pode ser explicado pelo tamanho das safras. “Esse aumento já era esperado uma vez que é resultado direto dos estoques provenientes da safra 2016/2017, quando foram produzidas 686 mil toneladas, que foi maior que a safra anterior que resultou em 540 mil toneladas”, comenta.

Os principais destinos até o momento foram Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Rússia e Alemanha. Considerando somente a região Sul, grande produtora de tabaco, foram 105,8 mil toneladas e US$ 465,3 milhões exportados, sendo 78% destinado pelo porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Mercado

O Brasil é responsável por cerca de 30% das exportações mundiais de tabaco. O produto representou 1% no total das exportações brasileiras de 2017 e 9,2% dos embarques do Rio Grande do Sul, que continua sendo o estado brasileiro que mais exporta tabaco (78% do total embarcado), com divisas que ultrapassaram US$ 1,63 bilhão no ano passado.

Em 2017, o tabaco em folha foi exportado para 94 países, sendo oito responsáveis por mais de 60% do montante embarcado: Bélgica (US$ 342 milhões), China (US$ 276 milhões), Estados Unidos (US$ 198 milhões), Itália (US$ 120 milhões), Indonésia (US$ 105 milhões), Alemanha (US$ 92 milhões), Rússia (US$ 80 milhões) e Coreia do Sul (US$ 61 milhões).