CUSTEIO

Governo vai aumentar crédito no Plano Safra, mas não descarta juros maiores

Secretário de Política Agrícola garante que volume vai superar os R$ 187 bilhões da última temporada. Fontes de recursos serão diversificadas

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, afirmou nesta quinta, dia 3, durante seminário em Brasília, que o volume de recursos do próximo Plano Safra será superior ao do ano passado, quando foram ofertados mais de R$ 187 bilhões.  Mas ele não descartou a possibilidade de elevação dos juros.

No seminário, realizado pelo Instituto Pensar Agrícola e pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o ex-secretário de Política Agrícola, José Carlos Vaz, defendeu um aumento de, no mínimo, 40% no crédito de custeio, “mesmo que os juros precisem subir”.

Nassar explicou que o plano 2016/2017 está sendo trabalhado em torno de diversificação de fontes. Ele afirmou, inclusive, que o ministério tentará criar a Cédula de Produto Rural Florestal (CPRF).

Além desse papel, o secretário acredita que o volume de recursos será incrementado pelas Cédulas de Recebíveis do Agronegócio (CRA) indexado em dólar, Letras de Crédito de Agronegócio (LCA) e Cédulas de Produto Rural (CPR).

Nassar ainda afirmou que para o Plano Safra ficar adequado, é preciso que o produtor leve para o governo suas demandas e relate como está o atendimento operacional no acesso ao crédito rural. 

O secretário explicou que há uma demanda crescente por crédito de comercialização e deu indicações de que essas linhas devem ganhar destaque no próximo ciclo. "A gente sabe que tem demanda por recursos de comercialização. Hoje ela tem limitação importante", disse. 

"Quando tinha preço de commodities muito alto, não tinha preocupação com comercialização. Agora, o produtor conseguir vender o produto de forma escalonada na safra, pode fazer diferença", disse.

André Nassar também mencionou uma possível mudança na compra de estoques para garantir a renda dos produtores. Segundo ele, isso será benéfico ao agricultor, não vai acabar com a política de preços mínimos, nem por em risco o abastecimento.

Além disso, o secretário explicou que as mudanças na garantia de renda do produtor devem entrar em uma lei plurianual de cinco anos, que estaria sendo desenhada pelo ministério. A proposta é incluir no projeto também as políticas de seguro rural. 

A ideia do governo é entregar a minuta da lei do Executivo para o Congresso em agosto deste ano. Até lá, o Ministério da Agricultura vai ouvir as propostas do setor produtivo e da Frente Parlamentar da Agropecuária para concluir o documento.

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