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CRÉDITO

Produtor deve aproveitar pré-custeio, diz especialista

Especialistas dizem que recursos subsidiados pelo governo vão ficar mais escassos e devem ser destinados preferencialmente a pequenos produtores rurais

O pré-custeio pode ser uma boa opção para o agricultor em 2017, pois, segundo especialistas, o acesso ao crédito subsidiado deve ficar cada vez mais difícil no futuro. Entre julho e dezembro, o recurso de custeio para a agricultura empresarial liberado pelos bancos apresentou uma queda de 14,6%. Ao todo, foram R$ 51 bilhões acessados em 2015 e R$ 43,6 bilhões no ano passado, segundo o Banco Central.

Para o consultor Ademiro Vian, a redução desses recursos é uma tendência diante da crise econômica brasileira. “As pessoas mais endividadas tiram dinheiro da conta pra pagar empréstimos, cartão de crédito e cheque especial. O desemprego avassalador reduz a massa salarial e, não tendo salário ou emprego, não tem crédito rural”, disse.

A dificuldade para conseguir financiamento com juros subsidiados, segundo o consultor, deve continuar, já que a Emenda Constitucional 95, que restringe o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, vai limitar o crédito oferecido no Plano Safra. “Com a PEC do Teto, existe uma responsabilidade na qual só pode aumentar os gastos com a inflação que teve no ano anterior. Com essa limitação, é preciso escolher o que priorizar”, disse Vian.

Os especialistas dizem que o crédito subsidiado pelo governo vai ficar escasso e deve ser destinado preferencialmente aos pequenos produtores rurais. Por outro lado, os médios e grandes devem buscar recursos a taxas de mercado.

“Créditos com taxas preferenciais tendem a desaparecer, tendem a reduzir. Os créditos com taxa de mercado tendem a tomar espaço, o que é natural dentro de uma perspectiva de ajustamento de contas públicas”, analisou o professor Decio Zybersztain, membro do Pensa USP, centro de conhecimento em agronegócio da Universidade de São Paulo.

Diante das incertezas deste ano, tomar crédito de pré-custeio agora para a safra 2017/2018 pode ser uma boa opção, apesar da tendência de queda da taxa de juros daqui pra frente. “O produtor saber que vai baixar a taxa de juros, mas ele precisa do dinheiro lá na frente e deve tomar o empréstimo agora, porque ele ainda está disponível. Ele vai pagar mais caro, pois o risco em esperar uma taxa menor está em não ter mais o dinheiro. É um risco mais elevado”, completou Vian.

Para o professor da USP, essa questão é complexa e está nas mãos do presidente Temer. “Ele tem um pepino grande pra resolver e duvido que vai sobrar muito recurso pra ele olhar para o nosso setor.”

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Fonte: Somar Meteorologia