Cruz Alta tem a maior área plantada de trigo do Rio Grande do Sul e vai colher este ano 30 mil hectares, com uma expectativa de produtividade média de 2,7 mil kg/ha.
– A principal apreensão hoje do produtor é o preço. No ano passado, na abertura da colheita, o produtor vendia a R$ 52. Hoje está vendendo a R$ 26. A apreensão é muito grande, porque se sabe que com esse valor ele não consegue ter a rentabilidade necessária pra investir novamente nesta cultura – afirma o presidente do Sindicato Rural de Cruz Alta, Aírton Becker.
Durante a abertura oficial da Fenatrigo, o diretor da Federação Gaúcha de Agricultura, Jorge Rodrigues, pediu a Neri Geller políticas públicas que garantam a comercialização.
– Espero já para esta safra uma segurança de comercialização. Por isso, as políticas precisam ser garantidas para que nós não caiamos de novo, como já aconteceu em momentos muito próximos – disse.
Neri Geller afirmou que o preço mínimo é um direito constitucional do produtor rural e que deve ser respeitado. O ministro ressaltou os recursos colocados à disposição para escoamento da produção do grão.
– Disponibilizamos R$ 150 milhões exatamente para que o produtor tenha uma renda mínima para poder honrar seus compromissos. A orientação do Ministério é bem clara – afirmou.
Na abertura da colheita, governo federal garante preço mínimo para o trigo
Produtores reclamam dos valores baixos pagos pelo cerealFoi aberta neste fim de semana, no Rio Grande do Sul, a colheita oficial do trigo. O evento simbólico ocorreu junto com a abertura oficial da Feira Nacional do Trigo (Fenatrigo), em Cruz Alta. O ministro da Agricultura, Neri Geller, que participou do evento, disse que o governo vai garantir o preço mínimo do cereal.