Os rumores de um possível corte no fornecimento de cacau pela África não pararam as máquinas por onde são descascadas e processadas 8 mil toneladas de amêndoas por ano. Instalada há nove anos na cidade de Rio das Pedras, interior de São Paulo, a indústria não depende das importações. Utiliza 100% do cacau produzido aqui mesmo no Brasil, parte do Pará e outra da Bahia. apesar de atuar no segmento de cacau orgânico, com certificação de origem a empresa fica refém das cotações internacionais da commodity.
A safra de cacau na Costa do Marfim começa em outubro. Junto com Gana, os dois países respondem por 60% da produção mundial da amêndoa. Não bastasse a instabilidade política do país, a epidemia de ebola em alguns países vizinhos tem contribuído para aumentar a volatilidade de preços desse mercado, que tem fundamentos baixistas com clima favorável e expectativa de safra recorde.
A última vez que a Costa do Marfim interrompeu a produção foi entre 2010 e 2011, durante a Guerra Civil, período em que as cotações atingiram as máximas em 32 anos. Uma nova interrupção no fornecimento provocaria uma disparada das cotações em um mercado onde a demanda recorde por chocolate está pressionando a oferta.
Desde março de 2013 os preços estão em alta. Em setembro de 2013, a cotação da amêndoa era de aproximadamente US$ 2,6 mil/t. Em setembro de 2014 chegou aos US$ 3,35 mil/t, valorização de US$ 750 em um ano.
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