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Na propriedade do produtor Walter Sulino Timóteo, em Pindamonhangaba (SP), a colheita da fruta começou há três dias, mas já dá pra sentir os efeitos causados pela estiagem na região durante o mês de janeiro, que antecede a retirada da fruta.
– Não chove há pelo menos 20 dias e tudo está morrendo – relata Timóteo.
Com a falta de chuva veio também o calor excessivo. O problema é que as altas temperaturas – acima dos 35°C – provocam danos irreversíveis à planta. As flores nem chegam a vingar. Em outros casos, as flores secam ou as frutas queimam antes mesmo de ficarem maduras.
Timóteo já calcula perda de cerca de 25% da produção. A situação do produtor só não é pior porque o preço ainda remunera. Com a falta de maracujá no mercado, o preço disparou. No ano passado, neste mesmo período, a caixa com 11 quilos era vendida por cerca de R$ 35,00. Agora, o produtor consegue até R$ 70,00.
Timóteo conta que os preços cobrem os custos com tranquilidade e que ele chega a lucrar cerca de R$ 40,00 por caixa. No ano passado, ele tirava cerca de R$ 7,00. Hoje, o custo está em R$ 20,00.
De acordo com o diretor presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Saraiva Fernandes, o setor se mantém bem diante dos outros, que estão mais prejudicados pela estiagem, e que a tendência é que permaneça assim.
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