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O pomar da Associação de Produtores de Pedra Branca, na cidade de Valinhos, tem 4 mil pés que são irrigados constantemente. O problema nos frutos foi causado pela baixa umidade do ar e o sol forte dos últimos dias.
Na região de Campinas e Valinhos, são produzidas, por ano, 6 milhões de caixas de 3,5 quilos. A safra da fruta acontece no verão onde são colhidas um terço da produção anual. Segundo o diretor regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) em Campinas, 70% dos pomares são irrigados. Mas as perdas na região podem ultrapassar 35%.
– Mesmo em locais com irrigação, os reservatórios estão com pouca água. Já vi casos da radiação queimar o fruto. Estamos há mais de 20 dias com sol e sem nuvens – afirma o diretor regional da Cati, José Augusto Maiorano.
– Em 79 anos, nunca tinha visto um verão assim. A temperatura está muito alta no solo, 40°C. Até a gente vira churrasco – disse o produtor Katsuyo Morita.
Depois da seleção feita no pomar, os frutos vão para um galpão e são selecionados mais uma vez. As perdas continuam. Muitos estão moles e não servem para chegar ao consumidor final.
Antes de ir para o mercado, as goiabas são molhadas. A água ajuda a hidratar as frutas e diminuir as perdas durante a viagem. A goiaba vermelha é ainda mais frágil.
– A vermelha precisa ter a casca grossa, mas está saindo com a coloração diferente, a casca fina e com muitos hematomas – ressalta produtor Oscar Mitio.
Mesmo que volte a chover nos próximos dias, a recuperação da produção vai demorar. A nova florada também está comprometida com o calor.