MDA leva assistência técnica para agricultores familiares da cadeia de uva e vinho do Sul

Edital, no valor de R$ 12,9 milhões, atenderá agricultores e agricultoras para qualificar o processo de gestão e produçãoPara qualificar e modernizar a cadeia produtiva de uva e vinho da agricultura familiar, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai levar assistência técnica e extensão rural (Ater) para 3,6 mil agricultores familiares da Região Sul. Já está publicado, no Diário Oficial da União, o edital para selecionar as entidades que prestarão os serviços para o desenvolvimento sustentável das Unidades de Produção Familiar na cadeia da vitivinicultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. R

As atividades incluirão planejamento, execução e avaliação de atividades individuais e coletivas de produção. O edital, no valor de R$ 12,9 milhões, atenderá agricultores e agricultoras para qualificar o processo de gestão e produção.

– A transformação do setor, a melhoria de qualidade, a inovação e a modernização precisam começar na produção – observa o ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller.

Segundo o ministro, é preciso acompanhamento técnico de qualidade, na propriedade.

– Para que se faça um excelente suco ou um bom vinho, para que o consumidor fique satisfeito com o produto, na escola, no mercado, por exemplo. Temos que movimentar toda uma cadeia produtiva, por isso é importante o investimento de recurso em assistência técnica – completa.                       
                                            
O secretário substituto da Agricultura Familiar do MDA, Argileu Martins da Silva pontua que os serviços de assistência técnica vão contribuir na organização de toda a cadeia produtiva, facilitando a interação dos agricultores, cooperativas e indústria. 

– O investimento do MDA em ater qualificará os sistemas de produção e gestão do negócio, permitirá o aumento da produtividade e melhoria de renda das famílias – reforça.

O diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Luiz Marchioro, aponta a importância da assistência técnica para qualificar o processo de produção.

– Há uma necessidade muito grande de evoluir os serviços de ater na região, devido a vários fatores.

Entre esses motivos, segundo ele, estão a importância da orientação para o uso dos insumos vitícolas (para a produção de uva) e o próprio perfil da produção familiar, caracterizada pela diversidade da produção, com várias culturas na mesma propriedade.
Do total de produtores de uva da região, 27% estão ligados a alguma cooperativa e produzem 23% do volume de uva.

As entidades interessadas devem enviar propostas no prazo de 30 dias a partir da publicação da chamada. Os serviços de ater serão prestados ao longo de três anos.

A chamada é realizada no âmbito do Programa de Modernização da Vitivinicultura Brasileiro (Modervits), que conta com Grupo de Trabalho formado pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do Desenvovimento Agrário (MDA), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de apoio de instituições federais. O programa visa à qualificação da produção de vinho nos estados da região Sul.