Produção de citrus em São Paulo não é suficiente para remunerar o produtor, diz analista de mercado

Segundo José Eduardo Teófilo, safra deveria atingir, no mínimo, 700 caixas com 40 quilos por hectare, número bem maior que o estimado pela Conab, de 375,7 caixasA terceira estimativa da safra 2011/2012 de laranja para o Estado de São Paulo, divulgada no dia 8 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que a produção deve chegar a 375,7 caixas com 40 quilos por hectare, mostrando expansão de 26% na comparação com 297,5 caixas por hectare produzidas em 2010.

Apesar do crescimento verificado nesta safra, analistas dizem que esse aumento na produção ainda não é suficiente. Para José Eduardo Teofilo, analista de mercado do Gconci – Grupo de Consultores em Citros -, há muitas áreas que não estão conseguindo remunerar o produtor.

 – As condições do clima para a florada da safra que estamos colhendo (2011/2012), foram excepcionais. Houve um bom pegamento da florada, uma boa carga, o que aumentou a produtividade. Mas, como se pode ver no próprio relatório da Conab, aquele aumento de produtividade, hoje em dia, é inviável. Deve-se trabalhar com condições acima de 700, 800 caixas. Tem muita área de citrus com 290, 300 caixas por hectare que não vai conseguir remunerar o produtor de fato – observa Teófilo.

Mesmo com o aumento da produção, a área usada para plantar citrus diminuiu na região, caindo de 512,9 mil hectares para 505 mil hectares. A principal razão, segundo Teofilo, é o arrendando da terra para a cultura da cana.

– Tem bastante produtor deixando a área de citrus. Você vê a situação de um produtor com 10 mil árvores, por exemplo. Até ele reformar o pomar e voltar a produzir tudo é muito caro. Então, com a possibilidade de arrendamento da terra para a cana, o produtor está optando por isso.

Confira a entrevista completa de José
Eduardo Teofilo para o Mercado & Cia: