NEGÓCIOS PONTUAIS

Mercado de soja apresenta cautela antes do USDA; saiba como ficaram as cotações de hoje

Mesmo com a pressão negativa de Chicago e a volatilidade do dólar, a melhora dos prêmios de exportação ajudou a sustentar os preços no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de baixa liquidez nesta terça-feira (9). As negociações ocorreram de forma pontual, com poucos negócios reportados ao longo da sessão. Segundo o analista da Safras & Mercado, Thiago Oleto, a combinação de uma Bolsa de Chicago em queda e de um dólar volátil manteve compradores e vendedores cautelosos.

Sem novidades capazes de alterar o cenário de oferta e demanda, os produtores permaneceram retraídos nas ofertas. Ao mesmo tempo, indústrias e tradings atuaram apenas para atender necessidades imediatas de compra.

Apesar da influência negativa do mercado internacional, os prêmios de exportação apresentaram melhora e ajudaram a sustentar as indicações nos portos brasileiros. De acordo com Oleto, os prêmios contribuíram para reduzir parte da pressão exercida pelas quedas em Chicago.

O ambiente continua marcado pela cautela, com os agentes aguardando novos fatores que possam direcionar os negócios nas próximas semanas.

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Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 111,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,50 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nos menores níveis em cerca de quatro meses. O cenário fundamental seguiu pressionando as cotações, combinando previsões favoráveis ao desenvolvimento das lavouras americanas e a fraca demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos.

As importações de soja em grão pela China no mês de maio somaram 11,79 milhões de toneladas, 15,3% inferior ao mesmo mês de 2025. A expectativa do mercado era de 11 milhões de toneladas. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 36,94 milhões de toneladas, ante 37,11 milhões em igual momento de 2025.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá, no seu relatório de junho, indicar leve redução nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na quinta, 11, às 13h.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,433 bilhões de bushels. Em maio, a previsão era de 4,435 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 309 milhões de bushels, contra 310 milhões projetados anteriormente. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 125,1 milhões para 125,7 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de acordo 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 25/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,00 centavos de dólar, ou 0,17%, a US$ 11,13 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,18 3/4 por bushel, com retração de 2,50 centavos de dólar ou 0,22%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,52% a US$ 301,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,91 centavos de dólar, com ganho de 0,35 centavo ou 0,46%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com leve baixa de 0,04%, negociado a R$ 5,1784 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1503 e R$ 5,1933.