Safra de alcachofras de São Paulo tem alta qualidade

Irrigação ajudou produtores a vencerem a estiagem, e o resultado são flores graúdasComeçou no início deste mês e vai até o final de novembro, na cidade de São Roque, a 60 Km de São Paulo, a safra da alcachofra. As flores chegam até os consumidores com os mesmos preços do ano passado, mas para os produtores os custos estão mais elevados por causa da estiagem.

Famosa pelas vinícolas familiares do passado, a cidade também é conhecida como terra do vinho. Agora, São Roque tem um novo cartão de visitas, a alcachofra. Atualmente, a cidade é a terceira maior produtora da hortaliça no país, perdendo apenas para Ibiúna e Piedade, também municípios paulistas. Além dos apreciadores de vinho, ela está recebendo turistas interessados em conhecer o cultivo da flor comestível.

Foram os imigrantes italianos que iniciaram o cultivo da iguaria há cinco décadas. Originária da região do Mediterrâneo, a alcachofra passou a ser cultivada em escala comercial pelos japoneses há 30 anos. Em São Roque a flor é cultivada há pelo menos 20 anos, este ano o contratempo da estiagem foi superado com a irrigação.

– A produtividade foi muito boa, só caiu um pouco a área – diz Francisco Paim, engenheiro agrônomo.

Os últimos três meses foram de longo inverno seco na região Sudeste, o que fez aumentar os custos de produção da flor, principalmente devido à irrigação. A colheita já começou e vai até meados de novembro, e a qualidade está muito boa, com flores graúdas.

No mês de outubro acontece o pico da safra, quando a maior parte das flores é colhida. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), as alcachofras são distribuídas e vendidas nas feiras livres e supermercados.

– É um produto muito rentável, embora nem todo mundo tenha acesso, tenha o conhecimento, mas aquelas pessoas que já tem a tradição e já conhecem o produto, elas fazem questão de ter à mesa – salienta o permissionário da Ceagesp Francisco Antônio Borges.

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