Famosa pelas vinícolas familiares do passado, a cidade também é conhecida como terra do vinho. Agora, São Roque tem um novo cartão de visitas, a alcachofra. Atualmente, a cidade é a terceira maior produtora da hortaliça no país, perdendo apenas para Ibiúna e Piedade, também municípios paulistas. Além dos apreciadores de vinho, ela está recebendo turistas interessados em conhecer o cultivo da flor comestível.
Foram os imigrantes italianos que iniciaram o cultivo da iguaria há cinco décadas. Originária da região do Mediterrâneo, a alcachofra passou a ser cultivada em escala comercial pelos japoneses há 30 anos. Em São Roque a flor é cultivada há pelo menos 20 anos, este ano o contratempo da estiagem foi superado com a irrigação.
– A produtividade foi muito boa, só caiu um pouco a área – diz Francisco Paim, engenheiro agrônomo.
Os últimos três meses foram de longo inverno seco na região Sudeste, o que fez aumentar os custos de produção da flor, principalmente devido à irrigação. A colheita já começou e vai até meados de novembro, e a qualidade está muito boa, com flores graúdas.
No mês de outubro acontece o pico da safra, quando a maior parte das flores é colhida. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), as alcachofras são distribuídas e vendidas nas feiras livres e supermercados.
– É um produto muito rentável, embora nem todo mundo tenha acesso, tenha o conhecimento, mas aquelas pessoas que já tem a tradição e já conhecem o produto, elas fazem questão de ter à mesa – salienta o permissionário da Ceagesp Francisco Antônio Borges.
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