
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) inaugurou nesta terça-feira (9), em Luís Eduardo Magalhães (BA), um novo centro de análise de fibras de algodão. Segundo a entidade, a unidade tem capacidade para analisar 70 mil amostras por dia. O laboratório conta com 5,2 mil metros quadrados de área construída e recebeu investimentos de cerca de R$ 120 milhões ao longo dos anos.
De acordo com a Abapa, a expectativa é de que o centro processe 5 milhões de amostras nesta safra. A estrutura foi projetada para ampliar a capacidade operacional de classificação da fibra, etapa técnica usada para identificar padrões de qualidade do algodão comercializado.
A análise de fibras é um procedimento relevante para a cadeia do algodão porque subsidia a definição de características do produto negociado entre produtores, compradores e demais agentes do mercado. A padronização dos laudos e a confiabilidade das medições são fatores considerados nas transações da pluma, especialmente em operações que exigem especificações técnicas.
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Em nota, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, afirmou que o investimento busca ampliar a precisão do processo. “Este investimento garante ainda mais precisão e confiabilidade na classificação da fibra, oferecendo segurança para produtores e compradores”, destacou.
Com capacidade diária de 70 mil amostras, o centro amplia a estrutura disponível em uma das principais regiões produtoras de algodão do país. O material divulgado pela entidade não detalha, no entanto, o cronograma operacional completo da unidade nem a tecnologia empregada nos equipamentos de análise.
A inauguração reforça a infraestrutura técnica voltada à classificação do algodão baiano em um momento de processamento intensivo da safra. O efeito prático sobre o fluxo de análises e sobre a comercialização dependerá do volume efetivamente recebido pelo laboratório ao longo do ciclo, conforme a demanda da safra e da cadeia compradora.
Fonte: Estadão Conteúdo