
O Brasil ainda tem prazo até setembro para se adequar às exigências da União Europeia (UE) e evitar restrições à exportação de produtos de origem animal, segundo afirmou nesta terça-feira (9), em São Paulo, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. De acordo com o executivo, o ponto central não está na adaptação industrial, mas na necessidade de certificações oficiais emitidas pelo governo brasileiro para comprovar conformidade diante das novas regras europeias.
Durante participação no evento Agro 360º, promovido por Brazil Journal e The Agribiz, Tomazoni disse que as empresas exportadoras já cumprem requisitos exigidos para produção e processamento, mas que a União Europeia passou a exigir garantias formais emitidas pelo poder público. Segundo ele, a continuidade do acesso ao mercado dependerá de atuação coordenada entre setor privado e governo.
Na avaliação do executivo, a adequação ainda é viável dentro do prazo informado. Ele afirmou que o país precisa acelerar os procedimentos para demonstrar capacidade de atendimento às exigências antes da entrada em vigor das restrições. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha quais produtos específicos podem ser afetados nem informa volumes exportados, valores envolvidos ou a norma europeia exata em discussão.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
Tomazoni também classificou a medida como uma barreira comercial, mas observou que a legislação segue parâmetros já aplicados pela União Europeia a seus próprios produtores. Nesse contexto, o tema combina exigências de acesso a mercado com critérios de rastreabilidade, transparência e segurança alimentar, pontos que tendem a ganhar peso nas relações comerciais internacionais.
Para a cadeia pecuária e a agroindústria exportadora, a discussão reforça a necessidade de sistemas permanentes de controle documental e certificação oficial. A avaliação apresentada pelo executivo é que mecanismos de rastreabilidade e comprovação de origem deverão se tornar cada vez mais relevantes para a manutenção da competitividade brasileira em mercados considerados mais exigentes.
Com base nas declarações do CEO da JBS, o cenário imediato é de mobilização institucional para atender às exigências dentro do prazo citado, até setembro. Sem a divulgação de detalhes técnicos adicionais sobre a regulamentação e seu alcance, ainda não é possível dimensionar com precisão o efeito operacional e comercial para toda a cadeia exportadora.
Fonte: Estadão Conteúdo