ECONOMIA

Dólar fecha em leve baixa após volatilidade com tensão entre EUA e Irã

Moeda chegou a R$ 5,1935 no intradia, mas perdeu força no fim da sessão com alívio no mercado externo e recuo do índice do dólar

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Imagem criada por inteligência artificial

O dólar à vista encerrou esta terça-feira (9) em leve baixa no mercado brasileiro, depois de oscilar entre ganhos e perdas ao longo do dia em meio a notícias sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã. A moeda fechou cotada a R$ 5,1775, com recuo de 0,05%, após atingir máxima de R$ 5,1935 e mínima de R$ 5,1508. O movimento acompanhou a redução do estresse geopolítico e a perda de força da divisa americana no exterior.

A volatilidade aumentou no início da tarde, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país responderia ao ataque do Irã que derrubou um helicóptero americano no Estreito de Ormuz. Após a declaração, o dólar à vista alcançou o maior nível intradia desde 30 de março. Com o passar das horas, sem confirmação de retaliação imediata, o mercado reduziu parte da aversão ao risco.

No fechamento, o contrato futuro do dólar para julho cedia 0,36%, a R$ 5,2050. No exterior, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda americana frente a seis divisas fortes, recuava 0,08% por volta das 17h.

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Segundo Rodrigo Franchini, especialista em soluções de investimentos da Monte Bravo, as notícias sobre o Oriente Médio vêm ampliando a volatilidade nas últimas semanas. Para ele, as mudanças de sinalização sobre o conflito têm produzido reações rápidas nos ativos, mas sem direção única ao longo do pregão.

Rafael Passos, analista da Ajax Asset, afirmou que a volta do dólar ao terreno negativo também refletiu recuperação do real após a alta acumulada nos últimos dias. Ele acrescentou que a queda dos rendimentos dos Treasuries e o enfraquecimento do DXY ajudaram moedas de países emergentes.

No mercado de energia, o contrato do petróleo Brent para agosto caiu 2,97%, a US$ 91,45 por barril. Para o setor agropecuário, oscilações cambiais como as desta sessão seguem no radar porque influenciam a formação de preços de commodities exportadas e o custo de insumos dolarizados. Ainda assim, o alcance desse efeito depende da duração do movimento externo e da reação dos demais mercados.

O comportamento do câmbio seguirá condicionado ao noticiário geopolítico, aos juros dos Estados Unidos e ao desempenho global do dólar. Sem uma definição mais clara sobre o conflito e sem novos dados econômicos adicionais no conteúdo disponível, não há base suficiente para projetar uma tendência firme de curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.