
As taxas dos contratos futuros de juros de médio e longo prazo operavam em queda na manhã desta terça-feira (9), em linha com o recuo do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos. O movimento ocorreu antes dos leilões do Tesouro Nacional previstos para as 11h e após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã.
No mercado doméstico, os vencimentos mais longos mostravam alívio, enquanto os contratos curtos rondavam a estabilidade. Às 9h10, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 14,505%, ante 14,473% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2029 caía para 14,865%, de 14,928%, e o DI para janeiro de 2030 recuava para 14,705%, ante 14,774% no fechamento de segunda-feira (8).
Segundo o material de mercado informado no conteúdo, a leitura dos agentes foi de que o ambiente externo favorecia um movimento de acomodação nas curvas de juros. A redução dos rendimentos dos títulos norte-americanos e o comportamento do petróleo ajudavam a diminuir a pressão sobre os ativos locais no início do pregão.
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No centro da atenção doméstica estavam os leilões de títulos públicos NTN-B e LFT do Tesouro Nacional. Em relatório, Luis Felipe Laudisio, cogestor da Warren Investimentos, avaliou que uma oferta elevada poderia exigir prêmios maiores do mercado, o que limitaria o alívio observado no exterior. A avaliação indica que o volume ofertado seria um fator relevante para a formação das taxas ao longo do dia.
Para o setor agropecuário, o comportamento da curva de juros é acompanhado porque serve de referência para o custo de financiamento na economia. Embora o conteúdo não detalhe efeitos imediatos sobre linhas específicas de crédito rural, oscilações nas taxas futuras influenciam o ambiente financeiro de produtores, cooperativas e agroindústrias, especialmente em decisões de capital de giro, investimento e rolagem de dívida.
O resultado dos leilões e a continuidade do movimento externo devem seguir no radar do mercado ao longo desta terça-feira (9). Sem novas informações sobre o volume efetivamente ofertado pelo Tesouro Nacional e sobre o fechamento da sessão, não há base suficiente para projetar a trajetória dos juros nos próximos pregões.
Fonte: Estadão Conteúdo