Agricultura

Cooperativa distribui quase R$ 1 bilhão em sobras

A Coamo Agroindustrial Cooperativa fechou 2022 com receita global de R$ 28,1 bilhões, valor 14,1% maior que o registrado em 2021

A sexta-feira (17) está movimentada nas sedes da maior cooperativa agrícola da América Latina, a Coamo.

A Coamo Agroindustrial Cooperativa está distribuindo R$ 705,7 milhões em sobras aos mais de 30,7 mil cooperados no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

O valor foi aprovado em Assembleia Geral Ordinária, realizada nesta quinta-feira (16), em Campo Mourão, no Oeste do Paraná.

As sobras são distribuídas de acordo com a movimentação de cada cooperado.

São devolvidos R$ 4 para cada saca de soja entrega na Coamo, R$ 1,80 para o milho, R$ 1,80 para o trigo, R$ 1 para a aveia, R$ 3,33 para o café em coco, R$ 10 para o café beneficiado e 4,10% para os insumos adquiridos na cooperativa durante o exercício de 2022.

Resultado da cooperativa em 2022

A Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou em 2022 receita global de R$ 28,1 bilhões. O valor representa um crescimento de 14,1% em relação a 2021.

A sobra líquida atingiu o montante de R$ 2,258 bilhões, um incremento de 23,1% em relação ao ano anterior.

De acordo com a Coamo, o crescimento das receitas da cooperativa foi proporcionado pelo aumento dos preços das commodities agrícolas, dos volumes de vendas da linha alimentícia e do fornecimento de bens de produção.

Ainda segundo a Coamo, 2022 foi muito bom em termos de faturamento. Mas, será lembrado, também, pelos problemas climáticos na safra de verão e de trigo.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, a comercialização da soja foi lenta, o que surpreendeu para uma safra com quebra de 47%.

“Isso demonstra que a situação econômica dos cooperados era confortável, mesmo na adversidade”, diz.

Ele acrescenta que um dos desafios foi a logística, pois os armazéns permanecem ocupados diante de uma nova safra, cuja comercialização continua lenta no início de 2023, com baixos volumes de produtos negociados de forma antecipada.

A comercialização do milho seguiu o mesmo ritmo da soja com bastante lentidão, muito em função dos baixos volumes comercializados de forma antecipada.

“Depois da colheita da segunda safra a comercialização até que ganhou fôlego, mas ainda restaram grandes volumes a comercializar”, frisa Gallassini.