
O telespectador do Giro do Boi, Júnior Almeida, do município de Carira (SE), atua com pecuária de cria no Agreste sergipano e enfrenta o desafio de chuvas medianas e histórico de déficit hídrico em áreas de sequeiro. Ele busca uma estratégia alimentar eficiente para suas matrizes e bezerros, questionando se deve apostar na produção de silagem de milho ou na fenação de capim.
A resposta foi fornecida pelo pesquisador da Embrapa Semiárido, Rafael Dantas, que afirmou que a silagem deve ser a aposta principal para garantir menor custo por quilo de alimento e benefício hídrico, com o feno atuando como reserva estratégica complementar. Em sua orientação, Dantas destacou: “A silagem de milho deve ser o pilar central da conservação de forragem na propriedade de cria”.
Confira:
Vantagens da silagem de milho
O especialista ressaltou as vantagens biológicas e logísticas da silagem na região. A fenação, por sua vez, exige um rigoroso processo de desidratação no campo, o que eleva o custo operacional e depende de condições climáticas apropriadas. Apesar disso, Dantas reconhece o papel fundamental do feno como armazenamento na fazenda de cria.
Para mitigar o risco de quebras climáticas, Dantas sugere duas alternativas para a produção de silagem em áreas de sequeiro mais severas. Ele recomenda que o produtor utilize a silagem de milho como base para garantir energia e volume, além de água na alimentação das vacas paridas, e não desconsidere o uso de capim nas águas para fardos de reserva.
“Diversificar a comida no cocho é o caminho científico para ter sossego na seca, desmamar bezerros pesados e ver o lucro sobrar no bolso”, concluiu Dantas.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.