A recente decisão da União Europeia de impor novas exigências para a importação de carne de frango gerou preocupação entre exportadores e entidades do setor. As mudanças, que visam aumentar a rastreabilidade e o controle de antimicrobianos, podem impactar significativamente as exportações brasileiras, especialmente considerando a importância do mercado europeu como vitrine para outros países.
Impacto das novas exigências
Embora a União Europeia não seja o principal destino em volume para a carne de frango brasileira, o mercado europeu é considerado estratégico devido à sua remuneração e influência sobre outros mercados. O analista de mercado Fernando Iglesias destacou que:
- A carne de frango é um dos principais produtos exportados pelo Brasil para a Europa.
- As exigências da UE podem ser seguidas por outros mercados relevantes, como a China.
- A rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva se tornará uma exigência crescente.
Preparação do setor
O Brasil precisa se adaptar rapidamente às novas regras para manter sua relevância no comércio internacional. Iglesias mencionou que:
- A avicultura brasileira já possui um sistema integrado que facilita a comprovação da rastreabilidade.
- As mudanças regulatórias foram anunciadas em 2019, dando tempo para que o setor se preparasse.
- Outros países, como Paraguai e Uruguai, já se adequaram e continuarão exportando.
Consequências e próximos passos
A confirmação do veto pela União Europeia exige que o Brasil apresente a documentação necessária para continuar exportando. O vice-presidente Alkman e líderes do setor já estão buscando reverter a situação. Iglesias ressaltou que:
- As mudanças precisam ser viáveis economicamente para todos os elos da cadeia produtiva.
- A compensação pelos custos adicionais será crucial para motivar a produção.
- A legislação rigorosa pode se espalhar para outros mercados, aumentando a pressão sobre o setor.