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CRISE HÍDRICA

Produtores do Distrito Federal são capacitados para uso racional de água

Embrapa está dando suporte aos produtores que enfrentam dificuldades com a irrigação

A comunidade de agricultores rurais de Buriti Vermelho, no Distrito Federal, sofre com a falta de água para irrigação. Desde o veranico, que atingiu a região em janeiro, o riacho que abastece as barragens usadas pelos produtores começou a secar. São cerca de quarenta famílias que dependem dessa água para manter a atividade. A Embrapa vai capacitar agricultores familiares que viram córrego secar no veranico e enfrentam dificuldades com a irrigação.

A ideia, a partir de agora, é manter a produtividade usando menos água. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Rodrigues, afirma que o nível do córrego não deve subir neste ano.

– Para água retornar, a gente tem que fazer um trabalho de conscientização do uso da água pela comunidade. Ou seja, ela vai ter que reduzir o uso de tal forma que a água possa retornar para o córrego. Vai ter que melhorar a eficiência do uso da água na comunidade – alerta Lineu.

O agricultor familiar, Antônio Sobrinho, é o produtor que fica mais próximo da barragem do córrego e ainda não sente os efeitos da falta de água, mas está disposto a reduzir o uso para colaborar com os vizinhos.

– Por enquanto, onde estou ainda está bom. Mais abaixo da minha propriedade, tem umas quatro chácaras, e lá não têm água. Ela não chega até essas quatro propriedades. E se quiser, dá para produzir com menos água. Aqui, quase tudo é gotejamento.

A agricultora Antônia Arruda está em uma das propriedades que ficam no início do canal que leva a água da barragem até as chácaras. Segundo ela, o recurso disponível agora vai faltar no período de seca.

– Para mim não faltou ainda, mas quando a seca chegar, provavelmente vai faltar. E vou reduzir o uso da água. Se tiver como, eu vou diminuir o uso.

O pesquisador da Embrapa cita duas tecnologias de baixo custo que os produtores podem implementar para manter a produtividade consumindo menos recursos hídricos. Uma delas é a medição de clima, fornecida gratuitamente pela Empresa de Pesquisa. A outra é o tensiômetro, que informa a quantidade de água que o solo necessita. O investimento mínimo é de cerca de 700 reais.

– As tecnologias não são caras. A Embrapa tem para todos os gostos, digamos assim. Nós temos as baseadas em dados de clima, temos equipamento que medem essas variáveis climáticas que a gente pode usar pro manejo da irrigação, em que o objetivo é definir quando e quanto de água é preciso aplicar. E temos também tecnologias com base na medição de umidade do solo – explica Rodrigues.

Os produtores que tiverem interesse em implementar as tecnologias  podem procurar a Embrapa para terem acesso a capacitação.

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Fonte: Somar Meteorologia