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Argentina e Brasil firmam acordo para retomar comércio de maçãs e peras

Desde março de 2015 as importações das duas frutas estavam suspensas pelo Brasil, em virtude da presença da praga conhecida como traça-da-maçã

Foto: Pixabay

O Brasil firmou acordo com a Argentina e vai retomar as importações de maçãs e peras do país vizinho, informou nesta quinta-feira, dia 7, a Secretaria de Governo da Agroindústria da Argentina, em nota. O acordo será oficializado a partir da publicação no Diário Oficial da União, acrescentou a secretaria argentina.

Desde março de 2015 as importações de maçãs, peras e também marmelo frescos da Argentina estavam suspensas pelo Brasil, em virtude da presença da praga conhecida como traça-da-maçã, em carregamentos provenientes daquele país. A praga que pode causar sérios prejuízos à fruticultura, foi erradicada no Brasil em 2014, e a suspensão visava à proteção dos pomares brasileiros.

A secretaria argentina informou que, para liberar o comércio, foram feitas reuniões, no Brasil, entre autoridades do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) e do Serviço de Proteção de Plantas e do Certificação Fitossanitária da Argentina com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura brasileiro. “Nas reuniões, se concordou em levantar a suspensão das exportações de peras e maçãs argentinas para o Brasil”, diz a nota.

Nova call to action

“Graças a uma gestão conjunta com o presidente da Senasa, Ricardo Negri, conseguimos este acordo. Quero enfatizar a disposição das autoridades brasileiras, especialmente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para encontrar, em tão pouco tempo, uma solução para o assunto”, disse o secretário de Governo da Agroindústria da Argentina, Luis Etchevehere.

“No acordo foram aceitas as propostas da Argentina, que consistem em intensificar o monitoramento e controle da produção de ambas as frutas para esta safra”, afirmou Negri, da Senasa, acrescentando que será necessário que todos os atores da cadeia continuem gerando confiança nos mercados internacionais, “apesar desta crise específica”.