Agricultores gaúchos pedem à Dilma solução para conflitos com índios

Mais de 300 agricultores familiares ocuparam o auditório da escola onde a presidente participou da formatura de estudantes do Pronatec, nesta sexta, dia 11, em Novo HamburgoMais de 300 agricultores familiares ocuparam o auditório da escola onde a presidente Dilma Rousseff participava da formatura de estudantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), nesta sexta, dia 11, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Os agricultores reivindicam uma solução imediata para a questão da demarcação de terras indígenas no norte do Estado.

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– Não estamos avançando nesse processo de negociação – diz Cleonice.

Mas, segundo a coordenadora da Fetraf-Sul, a conversa com a presidente foi rápida, mas suficiente para que relatassem à presidente o contexto dos problemas dos agricultores gaúchos.

– A presidente se mostrou sensível, compreendeu a situação em que vivem nossos agricultores familiares. Este é um conflito entre pobres, entre agricultores familiares e índios. Ela entende que a situação dos agricultores do Sul é diferente do restante do país – completou Cleonice.

Na região norte do Rio grande do Sul ocorreram protestos numa das principais rodovias do Estado. Por cerca de três horas, o trânsito da BR-285, no município de Ciríaco, ficou interrompido. O grupo usou tratores para bloquear a pista nos dois sentidos. O congestionamento chegou a três quilômetros. Os produtores temem que 10 mil hectares sejam demarcados como terra indígena na região.

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