Agricultura empresarial contrata R$ 67,8 bilhões na safra 2011/2012

Programa ABC e Pronamp estão entre os destaques das aplicações no período de julho de 2011 a março de 2012O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou nesta quinta, dia 26, os dados relativos à liberação de crédito aos produtores rurais brasileiros para custeio, investimento e comercialização. Entre os meses de julho de 2011 e março de 2012, a agricultura empresarial contratou R$ 67,8 bilhões, e a agricultura familiar contratou R$ 9,8 bilhões, totalizando R$ 77,7 bilhões no período.

As contratações registradas por meio do Programa ABC, que utiliza boas práticas agrícolas pelos agricultores brasileiros, voltaram a crescer. Foram financiados R$ 611,2 milhões no período, a juros de 5,5% ao ano. Ante o mês anterior, o incremento foi de 19,4%. Também chamou atenção o volume de financiamentos concedidos por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que totalizou R$ 1,5 bilhão. Outros destaques entre os financiamentos de investimento foram as contratações registradas através do Moderagro (R$ 340,4 millhões) e do Moderinfra (R$ 176,2 milhões), ambos com juro de 6,75% ao ano.

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK), que contabilizou R$ 4,7 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas e estruturas de armazenagem, a juros de 6,5% ao ano, também foi considerado positivo. A avaliação das contratações do crédito agrícola, atualizada mensalmente, é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério.

Para o secretário da SPA, Caio Rocha, a disponibilidade de acesso ao crédito é mais uma ferramenta e um apoio do governo para qualificar a produção rural e ajudar os produtores no aumento da produtividade por meio dos investimentos em tecnologia.

De acordo com o diretor do Departamento, Wilson Vaz de Araújo, o crescimento dos empréstimos poderia ter sido maior, mas a boa rentabilidade em algumas culturas estimulou o uso de capital próprio pelo produtor.

O plano safra para o ciclo 2012/2013 já está sendo preparado pelo governo. De acordo com o executivo, os problemas ocorridos neste período não devem afetar os planos para a próxima temporada agrícola.

Para o diretor do Itaú BBA, Alexandre Figliolino, o governo deveria dar condições para que o setor privado participe mais do financiamento da produção agrícola.

– O governo deveria se concentrar mais no financiamento da agricultura familiar ou de atividade social, dando condições para que o setor privado atue melhor junto à agricultura empresarial – afirma.