ARMAZENAGEM

Agrishow: Kepler Weber aposta em demanda aquecida, mesmo com quebra de safra

A companhia estima que o déficit de armazenagem no Brasil ultrapassa 100 milhões de toneladas de grãos

Produção de grãos na Bahia
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Studio Criativo

A Kepler Weber, empresa líder em armazenagem de grãos no Brasil, prevê um cenário de negócios aquecidos na Agrishow, mesmo diante da expectativa de quebra na safra de grãos de 2023/24, que diminui a rentabilidade dos agricultores. “O silo mais caro é aquele que o agricultor não tem”, disse o CEO, Bernardo Nogueira. “O produtor sabe que a eficiência dele depende de unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos, por isso a demanda comercial segue aquecida.” Segundo a empresa, a carteira de clientes começou 2024 maior que no ano anterior.

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De acordo com o executivo, a feira, a maior do agronegócio na América Latina, é considerada uma oportunidade para estreitar relações e um momento de iniciar ou dar prosseguimento a negociações. “Temos investido em maior proximidade ao cliente, com novos Centros de Distribuição, para que o agricultor tenha acesso fácil e rápido às soluções de pós-colheita que oferecemos”, completou Nogueira. A companhia estima que o déficit de armazenagem no Brasil ultrapassa 100 milhões de toneladas de grãos, além de uma perda de R$ 30 bilhões em prêmios negativos de soja no ano passado.

Com essa expectativa positiva para negócios, a Kepler estará levando para a Agrishow KW Biocav, alimentador de cavaco que adapta fornalhas à lenha para operarem com a queima de cavaco junto ao secador de grãos. O objetivo é atender uma demanda do setor de melhor custo-benefício e segurança operacional. Ainda, o novo produto também tem a possibilidade de conexão ao sistema de automação do secador de grãos. Só em 2023, a Kepler investiu R$ 3,5 milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos.

A empresa estima que no Brasil existem mais de 17 mil unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos que precisam passar por atualizações, incluindo, em parte deles, a necessidade de adaptação de fornalhas à lenha. Os equipamentos mais recentes já têm geradores de calor a cavaco. No ano passado, a companhia de armazenagem adquiriu 50% mais uma ação da Procer, por meio da qual monitora mais de 1,7 mil unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos no Brasil.