Responsáveis por levar sabores caseiros e o gosto do que é produzido na Serra para visitantes de todo o país, muitas delas projetam aumento nas vendas e já articulam reforços nas equipes e nos estoques para não perder as oportunidades que a vitrine da festa proporciona. No total serão aproximadamente 35 agroindústrias de 22 municípios.
O público poderá degustar e adquirir biscoitos, chás, cucas, pão caseiro, queijo colonial e queijos temperados, iogurtes, doce de leite, linguiça, copa, salame, molho de tomate, frutas cristalizadas, geleias, conservas em geral, sucos, mel e derivados, e até óleo de abacate, entre outros itens.
No 1º distrito de Caxias do Sul, próximo ao bairro São Caetano, a produção de geleias e outros doces à base de frutas começa a se intensificar nesta época. Therezinha Menegotto, 73 anos, e a irmã Jaqueline Ramos, 47, com a ajuda três diaristas neste período de safra de frutas, são as responsáveis pela produção de cerca de 25 mil quilos de doce por ano na agroindústria Nona Terezinha.
A sócia Elisa Toscan, 53 anos, conta que a intenção nesta edição da Festa da Uva é vender entre 400 e 500 quilos de doces de uva, morango, maçã, pêssego, amora e marmelo. Em 2010, a comercialização girou em torno de 320 quilos.
Paulo Melos da Silva, um dos proprietários da agroindústria Santa Bárbara, no bairro Parada Cristal, já se prepara para o aumento de trabalho a partir da semana que vem.
Ele irá contratar quatro diaristas para reforçar a equipe de três pessoas na fabricação de embutidos. A carne suína para a fabricação de salame colonial, copa e linguiça defumada vem em maior volume de abatedouros na 4ª Légua e de Santa Lúcia do Piaí.
Na edição passada, Silva conta que vendeu entre 2,5 mil e três mil quilos. Otimista, para este ano, ele projeta comercializar até quatro mil quilos. O volume de vendas esperado durante o evento representa dois meses de serviço.