Agroindústrias se preparam para a Festa da Uva no Rio Grande do Sul

Empresas de Caxias do Sul reforçam equipes para garantir a produção no período de 16 de fevereiro a 4 de marçoA Festa da Uva movimenta um setor que produz verdadeiras delícias gastronômicas em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. As agroindústrias familiares já se preparam para participar de uma das maiores festas comunitárias do Brasil, expondo produtos, levando sua marca e fazendo negócios. Elas estarão nesta edição no pavilhão um, junto com o artesanato da cidade e da região, e na entrada do pavilhão dois, onde os distritos caxienses, clubes de mães e entidades terão seus espaços.

Responsáveis por levar sabores caseiros e o gosto do que é produzido na Serra para visitantes de todo o país, muitas delas projetam aumento nas vendas e já articulam reforços nas equipes e nos estoques para não perder as oportunidades que a vitrine da festa proporciona. No total serão aproximadamente 35 agroindústrias de 22 municípios.

O público poderá degustar e adquirir biscoitos, chás, cucas, pão caseiro, queijo colonial e queijos temperados, iogurtes, doce de leite, linguiça, copa, salame, molho de tomate, frutas cristalizadas, geleias, conservas em geral, sucos, mel e derivados, e até óleo de abacate, entre outros itens.

No 1º distrito de Caxias do Sul, próximo ao bairro São Caetano, a produção de geleias e outros doces à base de frutas começa a se intensificar nesta época. Therezinha Menegotto, 73 anos, e a irmã Jaqueline Ramos, 47, com a ajuda três diaristas neste período de safra de frutas, são as responsáveis pela produção de cerca de 25 mil quilos de doce por ano na agroindústria Nona Terezinha.

A sócia Elisa Toscan, 53 anos, conta que a intenção nesta edição da Festa da Uva é vender entre 400 e 500 quilos de doces de uva, morango, maçã, pêssego, amora e marmelo. Em 2010, a comercialização girou em torno de 320 quilos.

Paulo Melos da Silva, um dos proprietários da agroindústria Santa Bárbara, no bairro Parada Cristal, já se prepara para o aumento de trabalho a partir da semana que vem.

Ele irá contratar quatro diaristas para reforçar a equipe de três pessoas na fabricação de embutidos. A carne suína para a fabricação de salame colonial, copa e linguiça defumada vem em maior volume de abatedouros na 4ª Légua e de Santa Lúcia do Piaí.

Na edição passada, Silva conta que vendeu entre 2,5 mil e três mil quilos. Otimista, para este ano, ele projeta comercializar até quatro mil quilos. O volume de vendas esperado durante o evento representa dois meses de serviço.