O município responde por 80% da produção de caqui do Brasil. Segundo a Secretaria da Agricultura, a colheita média é de 50 mil toneladas por ano. Parte sai do pomar do produtor Armando Saito. Na propriedade, ele tem cerca de 3, 5 mil pés. Saito colhe, em média 300, toneladas por ano, a maior parte da variedade rama forte. Ele espera terminar a colheita até abril.
– Tem chovido bastante, mas o granizo esse ano não veio na minha roça. A produção vai ficar na faixa de 10% a mais do que no ano passado. A gente que é lavrador tem que ter um pouquinho de sorte – diz Saito.
O produtor diz que foi pura sorte não ter sofrido perdas na produção. Mas, na região, muitos produtores não tiveram a mesma sorte. Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura, o clima foi desfavorável e afetou as expectativas para a produção deste ano.
– Nós tivemos excesso de chuva na época da floração. Houve abortamento. E depois tivemos o problema do granizo, em que algumas propriedades dizimou a safra em até em até 80% – fala o secretário de Agricultura de Mogi das Cruzes, Oswaldo Nagão.
Com isso, a produção até deve crescer, mas não tanto quanto se esperava, dizem os representantes da prefeitura. A colheita de 2013 deve chegar a 40 mil toneladas. No ano passado, foram 35 mil. As expectativas foram apresentadas em um evento em que os visitantes puderam degustar o caqui in natura e outros produtos feitos à base da fruta.
– Nós antecipamos o evento também por problemas climáticos. A temperatura acelerou mais o amadurecimento. Então, nós estamos fazendo o lançamento da safra de caqui mais cedo – explica Nagão.
No chamado varejão de Mogi, o comerciante Marcio Roberto Cazatta percebeu a entrada maior e mais rápida da fruta no mercado. E o preço caiu. Uma bandeja com quase um quilo foi vendida no fim de semana por R$ 1,99. Segundo ele, o normal seria pelo menos R$ 2,50.
– Esse ano, adiantou um mês, um mês e meio. Está vindo fruta demais. Eu estou vendendo abaixo do preço para acompanhar o mercado – diz o comerciante.
Saito também notou a piora nos preços. A caixa com 6 quilos, ele vende por R$ 6, com um custo de R$ 3,00 por caixa para produzir. No ano passado, nesta mesma época, ele diz que faturava até R$ 2,00 a mais. E o custo também subiu, reduzindo a margem do produtor.
– Por causa da produção maior que no ano passado, o preço está mais baixo neste ano. Se o consumo aumentar, eu acredito que o preço melhore – conclui Saito.