A demanda por alimento, por combustível e por energia vai exigir que em menos de 10 anos que as usinas brasileiras moam 1,2 bilhão de toneladas de cana-de-açúcar, o que significa um crescimento de pelo menos 9% ao ano na produção, já que hoje saem dos canaviais cerca de 600 milhões de toneladas a cada safra.
— O setor tem sentado com o governo. A ideia é, como cadeia produtiva, a gente fazer uma proposta para o governo, em que haja um marco regulatório, ou seja, que se defina a regra do jogo, para médio e longo prazo. Aí, eu como investidor ,sei que durante 7 ou 10 anos não vai mudar a regra do jogo. Meu risco é menor. Eu posso investir — afirma o presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise BR), Adézio Marques.
Os sinais de aproximação do governo foram confirmados com divulgação do Plano Estratégico do Setor Sucroenergético. O plano prevê investimentos de R$ 60 bilhões nos próximos quatro anos. A intenção é consolidar o etanol como principal combustível para a frota brasileira de veículos leves.
Segundo o presidente da Ceise BR, o nível de emprego industrial na região de Sertãozinho, no interior de São Paulo, cresceu em janeiro. Foram abertos 1.250 postos de trabalho no mês passado. Este crescimento incluiu as empresas fornecedoras de equipamentos para usinas.