Além de oficiais de Justiça, participam da força-tarefa do governo federal representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e do Exército.
Em nota, a Funai declara que o governo federal se comprometeu a fazer o reassentamento das famílias que atendem aos critérios e normativas do programa de reforma agrária. As famílias reassentadas vão receber um Contrato de Concessão de Uso da Terra, que se constitui no primeiro passo para o acesso à terra e aos créditos iniciais.
Por meio de mandados judiciais expedidos entre os dias 7 e 17 de novembro, 455 pessoas foram notificadas a deixar a área. Nesta terça, dia 17, vence o último prazo, de 30 dias, concedido pela Justiça Federal de Mato Grosso para que os não indígenas desocupem o território.
A terra indígena tem 165.241 hectares e está localizada entre os municípios mato-grossenses de São Félix do Araguaia e Alto Boa Vista.