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O Vale do Ribeira e o litoral Sul do Estado de São Paulo foram as regiões com o maior crescimento no cultivo do palmito pupunha. As áreas passaram de 2 mil hectares em 2008, para quase 4 mil hectares este ano. Os dados são do último Censo Agrícola feito pela Secretaria de Agricultura de São Paulo, que percebeu o abandono de culturas como a banana e hortaliças.
Duas grandes vantagens chamam a atenção do produtor de palmito pupunha: a primeira delas é a venda quase garantida. A demanda é grande e o produtor tem pra onde escoar a produção. A segunda é o preço que permanece estável e oferece mais rentabilidade que outras culturas, já que exige menos mão de obra.
Segundo o técnico agrícola da Casa da Agricultura de Santos (SP), Claudimir Jorge, um só trabalhador consegue dar conta de cerca de 30 mil pés de árvores.
A liberação da importação de sementes vindas do Peru, junto com o incentivo do governo federal, através de financiamentos para o plantio, também estimularam a variedade. A produtora Katia Unten Sasahara faz parte desse crescimento. Ela afirma que substituiu as hortaliças e a fruticultura pelo palmito pupunha, há cerca de cinco anos.
A produtora conta que plantava chuchu, mas, segundo ela, não era rentável, e banana não vingava.
Outra vantagem para o produtor é que cada palmeira pupunha pode ser explorada por em média 25 anos. Com a nova cultura, Katia consegue reduzir a sazonalidade e esperar o melhor momento para comercializar o produto, o que não era possível antes.
Katia quer expandir sua plantação. De acordo com ela, irá procurar outras áreas para plantar já que a cultura está sendo vantajosa.