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Argentina: governo Milei pode aumentar taxas de exportação do agro

O anúncio de um possível aumento nas taxas de exportação, chamadas de 'retenciones', pegou de surpresa o campo argentino

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Foto: Instagram

O possível aumento nas taxas de exportação, chamadas de ‘retenciones’, pegou de surpresa o setor produtivo na Argentina, que esperava uma redução ou até mesmo o fim do imposto ao longo dos próximos meses.

Na sequência dos anúncios do Ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, fontes do governo de Javier Milei anunciaram que haverá um aumento das ‘retenciones’ para em quase todas as culturas, com exceção da soja.

As informações são do Clarín.

Atualmente, soja paga 33%; trigo e milho pagam alíquota de 12%, enquanto a carne paga 9%.

Com a nova taxa de exportação; a soja pagaria 30%; enquanto o restante dos produtos pagariam uma nova alíquota de 15%.

Segundo informações oficiais, 7,9 milhões de toneladas de soja em grão da safra atual e do ciclo anterior ainda não foram comercializadas.

Em relação ao trigo, 10 milhões de toneladas da safra atual não foram vendidas.

“Aumentos gerais de impostos nunca são bons. Agora, se isso for enquadrado de forma transitória e emergencial, teremos que dar apoio”, disse Horacio Salaverri, presidente da Carbap, uma das principais entidades representativas do setor agropecuário.

Argentina
Foto: Agência Telam

Ajuste cambial impulsiona comercialização de commodities na Argentina

A desvalorização do dólar oficial argentino de 366 para 800 pesos, anunciada pelo governo de Javier Milei, nesta terça-feira (12) impulsiona a comercialização das principais commodities agrícolas do país e melhora os preços, diante de uma redução de 76% na lacuna cambial, afirmam analistas da Safras & Mercado.

Para a soja, a queda do dólar abre a possibilidade de um avanço considerável na comercialização.

No caso do trigo, a desvalorização do dólar também melhora a capacidade de pagamento da exportação no mercado interno e nos rendimentos medidos pelo dólar MEP.

No milho, a comercialização pendente será acelerada em um cenário de escassez de grãos, com estoques finais na safra 2022/23 inferiores aos esperados.