• Leia mais notícias sobre o setor
Segundo o presidente da Câmara Setorial de Laranja, Marco Antonio dos Santos, as empresas (Cutrale, Citrosuco e Louis Dreyfus Commodities) foram condenadas em primeira instância da comarca de Matão a assumir toda a folha de pagamento do setor, incluindo colhedores de laranja que trabalham em propriedades privadas, pertencentes a fornecedores independentes de fruta.
– Os juízes querem que as indústrias sejam 100% responsáveis pelos seus empregados diretos e prestadores de serviços, ou seja, elas serão responsáveis pelo plantio, cultivo e colheita de laranjas daqueles que vendem um pouco para a indústria e também para outros locais – explica Santos.
De acordo com ele, ao determinar que as indústrias sejam responsáveis por toda a operação, o produtor perde a gestão de seu pomar e fica automaticamente impedido de fazer qualquer trato cultural sob pena de não ter a sua fruta comprada.
Segundo cálculos do setor produtivo, há 200 mil trabalhadores no plantio, cultivo e colheita de laranja, 40 mil deles nas indústrias. Com isso, as companhias teriam de assumir os restantes 160 mil trabalhadores, caso a decisão em primeira instância seja ratificada pelos juízes. O Ministério Público do Trabalho (MPT), autor da ação, pede ao TRT-15 a tutela antecipada, ou seja, que as indústrias sejam obrigadas a contratar imediatamente os empregados, antes mesmo de um possível recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TSP).