De acordo com o secretário, o governo está trabalhando em outras medidas para aumentar a competividade do país, como a redução de impostos sobre a folha de pagamento das empresas. Além disso, segundo ele, as intervenções do governo no câmbio não afetam de forma significativa investimentos produtivos em moeda estrangeira no Brasil.
– Todas as medidas que nós tomamos reduzem o ganho financeiro em cima de recursos de curto prazo. Quanto mais tempo esse capital fica no Brasil, mais tempo vai ser diluído esse custo inicial do tributo – explicou.
Para o ex-ministro da Fazenda e professor da FGV, Luiz Carlos Bresser Pereira, o governo tem adotado as medidas pontuais necessárias para conter a alta do real, mas ainda são insuficientes. Pereira cita a taxa de câmbio do período entre 1995 e 1998, que levou o país a baixos níveis de crescimento e a uma posterior crise financeira. Ele acredita que o Brasil esteja repetindo o erro. Entre as medidas necessárias, estaria um acordo trabalhista, que permita a entrada de capital e a criação do imposto de exportação.
– Uma coisa fundamental é que o brasileiro precisa entender também é que o Brasil não precisa de investimentos do capital do outros. Nós precisamos da tecnologia dos outros. Mas no capital de empresa multinacional, o Brasil não tem nenhum interesse – afirma.