
No acumulado do ano, os embarques feitos pelo país somam US$ 25,796 bilhões, 13,1% abaixo de igual período de 2014 pela média diária das operações.
As importações, por sua vez, ficaram em US$ 14,934 bilhões em fevereiro, com recuo de 8,1% em relação a fevereiro do ano passado com menos compras no exterior dos itens de combustíveis e lubrificantes (-20,3%), bens de capital (-8,0%), bens de consumo (-6,8%) e matérias-primas (-3,0%).
No ano, a importações estão em US$ 31,812 bilhões, 10,2% menores ante os dois primeiros meses de 2014 pela média diária das operações. Com isso, o com saldo comercial do primeiro bimestre ficou negativo em US$ 6,016 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit era de US$ 6,196 bilhões.
A balança comercial segue este ano prejudicada pelo baixo valor das commodites, perda de dinamismo das exportações de manufaturados e por menores exportações para a Argentina.
A valorização do dólar ante o real pode melhorar o desempenho das exportações, mas autoridades e especialistas em comércio exterior avaliam que assim como um dólar mais valorizado, é necessária também a estabilização no câmbio para permitir planejamento das operações de vendas no exterior.
A fraqueza da balança comercial segue como um dos principais fatores da deterioração das contas externas do país. Em janeiro, a conta transações correntes do balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 10,7 bilhões e o Banco Central projeta para fevereiro saldo negativo de US$ 6,4 bilhões.
Para tentar conter renúncia fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou redução do benefício tributário Reintegra para o setor exportador. Com isso, a alíquota de crédito tributário sobre as vendas de produtos no exterior passou a 1% ante 3% para os anos de 2015 e 2016.