Dos R$ 48,2 bilhões acessados na safra 2011/2012, R$ 39 bilhões foram aplicados na agricultura empresarial e R$ 9 bilhões na familiar. O desembolso foi 23,5% a mais do que no ciclo anterior (2010/2011).
Para esta safra, o banco vai disponibilizar mais recursos.
– Todos os segmentos terão um crescimento significativo. Nós estamos disponibilizando R$ 55 bilhões para a safra 2012/2013, mas deixando claro que se for preciso ampliar vamos ampliar – diz o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias.
O BB também anunciou que a partir desta segunda vai atuar no Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), integrante do Minha Casa, Minha Vida. O programa oferece condições para a construção e reforma de moradia de agricultores familiares e trabalhadores rurais. Antes, a operação só era possível via Caixa Econômica Federal. A expectativa do Banco do Brasil é contratar crédito para 100 mil unidades habitacionais até 2014, por meio do PNHR.
Para ter acesso ao crédito até R$ 25 mil para construção e R$ 15 mil para reforma, a renda familiar anual deve ser até R$ 15 mil. Segundo o banco, nesse caso, não há cobrança de encargos financeiros.
No grupo 2 do programa, enquadram-se as famílias com renda anual acima de R$ 15 mil e até R$ 30 mil. Nesse caso, os encargos financeiros são 5% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). No grupo 3, estão as famílias com renda anual acima de R$ 30 mil e até R$ 60 mil. As taxas de juros variam entre 6% e 8,16% ao ano mais a TR.
– Ajuda agricultores que precisam reconstruir a sua habitação no caso de perda, mas também no caso de maior tempo que precisa ser reconstruída, precisa reformar a habitação também – explica a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Márcia Quadrado.
Outra novidade é a criação do seguro agrícola para o café, que prevê cobertura em caso de granizo e chuvas em excesso, por exemplo. A meta é alcançar de 50% a 80% das lavouras.
– É importante, já que ele dá sustentação a milhares de empregos no meio rural. O café continua empregando muita gente. E o seguro é para que os produtores se sintam tranquilos em relação a problemas climáticos – defende Dias.
Para o Programa Agricultura de Baixo Carbono, que incentiva o cultivo sustentável, serão disponibilizados R$ 1,5 bilhão, um aumento de 25% em relação à safra anterior.