BR-163 no Pará têm 200 km sem pavimentação, diz Aprosoja

De acordo com a associação, pode haver dificuldade para o escoamento da safra de soja se começar a chover na região

Fonte: Edeon Vaz/Divulgação

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) diz que trechos da BR-163 no estado do Pará estão em péssimas condições. Poderá haver, pois mais de 200 quilômetros da estrada não estão pavimentados. A Aprosoja vistoriou a rodovia entre os dias 14 e 17 de janeiro.

O diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, disse que os trechos em que as pavimentações são mais antigas estão esburacados. 

“Nós saímos de Sinop, em Mato Grosso, e de lá até Miritituba faltam 104 quilômetros de pavimento. Depois, de Miritituba até Santarém, faltam mais 88 quilômetros de pavimento. É importante frisar, no entanto, que nos trechos não pavimentados há manutenção”, destaca o diretor executivo. 

“Não sabemos como ficará a situação quando as chuvas realmente começarem por ali”, diz Ferreira.
 
No caso das Estações de Transbordo de Carga (ETC), as avaliações são positivas, diz a Aprosoja. “A Bunge e a Bertolini, por exemplo, estão em pleno funcionamento. As empresas Hidrovias do Brasil e Cianport devem começar a funcionar em fevereiro e julho, respectivamente. No caso da Cargill, a expectativa é que mais para o fim do ano comece o funcionamento pleno.”
 
De acordo com a Aprosoja e o Movimento Pró-Logística, em 2015 a capacidade de escoamento por Miritituba era de 5,5 milhões de toneladas, mas foram exportadas por lá 2,9 milhões de toneladas. Com o pleno funcionamento da iniciativa privada, serão 7 milhões de toneladas neste ano, estimam.