Com a qualidade da água assegurada pelas autoridades responsáveis, o produtor deu entrada em um processo no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), solicitando autorização para explorar a fonte. A estimativa inicial era de que o documento fosse emitido em quatro anos, mas o prazo acabou se estendendo e Fanger já aguarda há 12 anos pela liberação.
Desde a abertura do processo, a papelada já passou por três Estados, percorrendo escritórios de órgãos governamentais. De São Paulo, o processo foi para o DNPM em Brasília. Mais tarde, voltou para o DNPM em São Paulo e viajou para o Rio de Janeiro até o Laboratório de Análises Minerais. De lá, mais uma vez retornou a São Paulo, desta vez para Jundiaí, onde atualmente permanece na Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cestesb).
A fonte, perfurada a 180 metros de profundidade, está pronta há 10 anos e segue os padrões exigidos pelo Ministério de Minas e Energia. Desde 2001, quando foi dada a entrada no processo, a família já investiu R$ 200 mil só para cobrir os gastos com a burocracia.