CENÁRIO

Seca na Ásia faz países correrem para o café brasileiro

Segundo o Cecafé, os embarques do Brasil para o Vietnã e para a Indonésia, em 2023, registraram crescimentos de 487,7% e 134,9%

Com o crescente consumo de café na Ásia, países como Vietnã e Indonésia, grandes produtores e exportadores do grão, têm recorrido às importações do grão brasileiro para suprir demandas internas.

Na Indonésia, o aumento do consumo entre os jovens se deu por bebidas inovadoras, além do aumento da renda, que estimula a compra.

De acordo com associações de exportadores locais, o consumo de café no país cresceu cerca de 4% ao ano na última década, número superior ao crescimento de 2,2% na demanda global esperada pela Organização Internacional do Café (OIC).

De olho no movimento, o Neumann Kaffee Gruppe, uma das maiores empresas de importação do grão do mundo, está abrindo um escritório no país.

Tanto a Indonésia quanto o Vietnã, países que produzem café robusta, preferem exportar sua produção e importar de outras origens para suprir o consumo interno, já que seus grãos costumam ser mais caros do que os do Brasil.

As condições climáticas e as colheitas insuficientes indicam que as importações continuarão.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques do Brasil para o Vietnã e para a Indonésia, em 2023, registraram crescimentos de 487,7% e 134,9%, respectivamente, em comparação com 2022.

Clima

Devido ao El Niño, o Sudeste Asiático foi impactado por uma seca extrema nesta temporada, o que prejudicou a produção vietnamita e indonésia, elevando os preços locais.

Atualmente, o café do Vietnã está sendo comercializado por mais de US$ 30 em relação aos grãos brasileiros, o que torna as origens sul-americanas mais atraentes.