Soja

Soja: nova tensão entre EUA e China faz preço despencar 2% em Chicago

No porto da Paranaguá, a saca atingiu o menor patamar desde junho. Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins

As divergências entre China e Estados Unidos, no que diz respeito ao comércio e investimentos, durante a cúpula em Papua Nova Guiné, no domingo, dia 18, impregnou o mercado internacional com pessimismo. Nesta segunda-feira, dia 19, os contratos futuros reagiram a esse sentimento, despencando mais de 2% — o vencimento dezembro fechou a US$ 8,73 por bushel, queda de 18,50 centavos de dólar.

A falta de acordo esfriou o sentimento de que China e Estados Unidos encontrem um consenso e ponham fim à disputa comercial entre os dois países. Com isso, as vendas de soja americana para a China deverão continuar praticamente zerada.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 15 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava um desempenho em torno disso.

Cotações domésticas

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana ainda lento. Os preços caíram na maioria das praças, acompanhando a queda de Chicago. Em Paranaguá, a saca atingiu o menor patamar desde junho.

Soja no mercado físico – por saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): R$ 80
  • Cascavel (PR): R$ 76
  • Rondonópolis (MT): R$ 70
  • Dourados (MS): R$ 74,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 82,50
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 83
  • Confira mais cotações

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – por bushel

  • Janeiro/2019: US$ 8,73 (-18,50 cents)
  • Março/2019: US$ 8,87 (-18,25 cents)

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,40, sendo negociada a US$ 305,50 por tonelada, com desvalorização de 1,73%. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 27,32 centavos de dólar, com baixa de 0,05 centavo ou 0,18%.


Milho

O milho também encerrou a segunda-feira com baixas na Bolsa de Chicago. Além das incertezas envolvendo a disputa comercial entre Estados Unidos e China, o mercado foi pressionado pelos sinais de fraca demanda para o cereal norte-americano. A queda dos vizinhos, soja e trigo, também pesou negativamente.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 797 mil toneladas na semana encerrada no dia 15 de novembro, segundo o USDA. A expectativa girava em torno de 1 milhão de toneladas.

Cotações domésticas

O mercado brasileiro teve uma segunda-feira de preços estáveis e com lentidão. O feriado nesta terça-feira em São Paulo reduziu ainda mais o ritmo de negócios, destaca o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari.

Milho no mercado físico – por saca de 60 kg

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – por bushel

  • Dezembro/2018: US$ 3,62 (-2,50 cents)
  • Março/2019: US$ 3,73 (-2,50 cent)

Café

O mercado brasileiro teve uma segunda-feira de preços estáveis. Com a volatilidade da Bolsa de Nova York, o mercado nacional andou devagar e as bases assim se mantiveram. Compradores e vendedores ficaram cautelosos e houve alguns negócios, mas sem grandes volumes.

Bolsa de Nova York

O arábica terminou com leve alta nos preços. A sessão foi amplamente volátil e NY teve perdas na maior parte do dia, com uma correção técnica após a forte alta da sexta-feira. Além disso, a valorização do dólar contra o real ofereceu pressão as cotações.

Entretanto, a moeda americana esteve fraca contra outras moedas e fatores técnicos promoveram a reação, com as perdas primeiro sendo enxugadas e depois com leves ganhos finalizando a sessão na maior parte dos contratos.

Seguem as rolagens de contratos de dezembro para março, o que intensifica a volatilidade e promove ajustes, como os vistos nesta segunda-feira.

Bolsa de Londres

O café robusta começou a semana registrando preços mais baixos do que no fechamento anterior. Segundo traders, as cotações recuaram no dia acompanhando a desvalorização do arábica em NY durante o pregão.

Café no mercado físico – por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 440 a R$ 455
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 445 a R$ 450
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 370 a R$ 375
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 325 a R$ 330
  • Confira mais cotações

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – por libra-peso

  • Dezembro/2018: US$c 112,35 (-0,25 cent)
  • Março/2019: US$c 116,65 (+0,35 cent)

Café robusta na Bolsa de Londres (Liffe) – por tonelada

  • Novembro/2018: US$ 1.632 (-US$ 14)
  • Janeiro/2019: US$ 1.644 (-US$ 14)

Boi gordo

Segunda-feira de poucos negócios, diz a Scot Consultoria. Os feriados da Proclamação da República e da Consciência Negra em grandes centros consumidores de alimentos esfriaram o mercado.

“O feriadão termina na segunda quinzena do mês, quando normalmente o consumo é pior, por isso o mercado não anda nada entusiasmante”, diz a empresa.

Por outro lado, o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro está próximo e as contratações de fim de ano podem limitar o efeito de redução de consumo de carne.

Preço da carne bovina ganha força

Depois de sete semanas de oscilações tímidas, o mercado de carne bovina teve mais força. Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes desossados vendidos pelas indústrias, a valorização foi de 1,1%. Os estoques, principalmente de cortes com maior valor agregado, estão curtos.

Esse comportamento dos preços refletiu a expectativa de aquecimento das vendas ao longo do feriadão. Estas datas implicam em menos dias de produção e maior consumo, conjuntura que explica a valorização. “Com essas reações, a margem das indústrias que fazem a desossa alcançou 22,3%, melhor patamar desde agosto deste ano”, declara a Scot Consultoria, em publicação.

Boi gordo no mercado físico – arroba à vista

  • Araçatuba (SP): R$ 147
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 140
  • Goiânia (GO): R$ 135
  • Dourados (MS): R$ 144
  • Mato Grosso: R$ 130 a R$ 133
  • Marabá (PA): R$ 132
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,60 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 150,50
  • Sul (TO): R$ 134
  • Veja a cotação na sua região

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou o primeiro pregão da semana em alta de 0,65%, cotado a R$ 3,7645 para venda. O movimento da moeda norte-americana deverá ser de baixa liquidez na semana, considerando o feriado do Dia da Consciência Negra e, na quinta-feira, o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.

A valorização do dólar interrompe a série de quedas registrada na última semana, quando  a moeda encerrou em baixa de 1,28%, cotada a R$ 3,73. O Banco Central manteve a política tradicional de swaps cambiais, sem efetuar leilões extraordinários da moeda norte-americana.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou o pregão em queda de 0,69%, com 87.900 pontos.  A semana começa com a tendência invertida da última sexta-feira, quando a Bovespa registrou forte alta, subindo 2,96% com 88.515 pontos. Os papéis da Petrobras registraram alta de 0,78%, enquanto Itau teve pequena queda de 0,06% e Bradesco com menos 1,07%.


Previsão do tempo para terça-feira, dia 20

Sul

As instabilidades se afastam da região, mas ainda restam muitas nuvens. Por conta disso e da circulação dos ventos que vêm do oceano, há risco de chuva leve no extremo leste do Paraná.

No restante da região, o sol predomina e já deixa as temperaturas mais elevadas, tanto pela manhã quanto à tarde.

Sudeste

Ainda chove de forma generalizada no Rio de Janeiro, Minas Gerais, sul do Espírito Santo e extremo norte paulista. Destaque para a divisa entre São Paulo e Minas Gerais, onde a chuva vem mais intensa e gera grandes acumulados.

No leste de São Paulo, parte do litoral e região metropolitana, ainda tem ventos úmidos, que geram nuvens e eventual chuva fraca, além de temperaturas baixas.

Centro-Oeste

Chove forte em Goiás e leste de Mato Grosso, com risco de trovoadas e grandes acumulados. Nas outras áreas de Mato Grosso e norte de Mato Grosso do Sul, chove na forma de pancadas um pouco mais isoladas.

Tempo firme apenas no sul de Mato Grosso do Sul, e as temperaturas seguem altas em toda a região.

Nordeste

Apenas no sul da Bahia há previsão de chuva e ventos moderados. Chove também pela manhã pelo litoral leste, desde a Paraíba até Sergipe.

A maior parte do Nordeste fica com algumas nuvens ao longo do dia, mas que não estão associadas à chuva, além de forte calor.

Norte

Chuvas em forma de pancadas persistem na região. Atenção para a última semana do mês, que deve ter chuva volumosa entre Pará, Tocantins e leste do Amazonas.