
O projeto Campo na Classe Média, uma das principais bandeiras da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, começa a sair do papel. Liziane Soares Ferreira, chefe de gabinete da Secretária-Executiva da pasta, será a responsável por implementar uma das fases do projeto, a criação do Sistema Único da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Suagro), que deve cadastrar os agricultores em moldes semelhantes aos do Bolsa Família.
O programa Campo na Classe Média pretende levar 400 mil agricultores das classes D e E para a classe C até 2018, com isso, a classe média no campo chegaria a 800 mil.
A ministra tem dito que o sistema vai oferecer aos produtores atendidos pelo programa de ampliação da classe média rural assistência técnica, qualificação profissional e correções de mercado.
Recentemente, Kátia Abreu disse que conta com recursos suficientes do ministério e também do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), instituição com a qual a pasta fez uma parceria. A ministra tem dito também que cada produtor vai ficar por dois anos recebendo assistência técnica e extensão rural, em visitas mensais de técnicos do Sebrae. A ideia é começar com 120 mil produtores.
Uma primeira reunião sobre o Suagro deve ocorrer nesta segunda, dia 24, entre a secretária-executiva, Mila Jaber, e sua chefe de gabinete sobre o tema. Apesar de a primeira etapa estar em execução na secretária-executiva da pasta, o projeto de mobilidade social do ministério deve ser tocado por Tânia Garib, que ocupa a recém-criada Secretaria da Interlocução e Mobilidade Social.