Na manhã desta segunda, 7, Piñera marcou nova reunião com os ministros e os líderes dos principais partidos políticos para discutir o agravamento da situação em Araucanía. Há ainda expectativa de que o presidente anuncie as nomeações da área de inteligência e das Forças Armadas para participarem das operações na região.
A etnia Mapuche representa cerca de 5% da população indígena do Chile e é considerada articulada politicamente. Os confrontos em Araucanía já provocaram duas mortes e vários incidentes considerados criminosos por envolver incêndios suspeitos. Ainda está em análise a possibilidade de decretar estado de emergência na região.
O ministro do Interior e Segurança Pública, Andrew Chadwick, disse que o governo está determinado a localizar os responsáveis pelos incêndios criminosos.
– Vamos usar todos os instrumentos jurídicos que o governo tem para lidar com atos terroristas. Não há muito o que fazer no momento – admitiu.
Paralelamente, Piñera nomeou o chefe dos Carabineiros (Polícia Militar Urbana), Carlos Carrasco, como comandante das operações em Araucanía.
– Ele assume com a responsabilidade pela ação de enfrentamento e combate aos grupos em todas as áreas onde há suspeitas de atos terroristas – disse Chadwick.