Os clientes aproveitaram o protesto e pagaram, no máximo, R$ 0,05, pois o limite de compra era de cinco quilos por consumidor. Todas as frutas saíram dos pomares do agricultor Rodrigo Sai. Ele tem 120 mil pés, na cidade de Artur Nogueira. O citricultor produziu 40 mil caixas da laranja precoce e não conseguiu comercializar. As indústrias de sucos pararam de comprar porque estão com os estoques abarrotados.
O prejuízo calculado é de pelo menos R$ 320 mil. Sai diz que organizou o protesto com o objetivo de chamar a atenção para a crise do setor e também pedir auxílio ao governo.
A produção nacional de laranjas é de cerca de 300 milhões de caixas da fruta. Estima-se que quase um quarto pode sobrar nesta safra. Com as frutas apodrecendo nos pomares, muita gente está sem trabalhar.