O produtor rural, Júlio Antônio Pereira, tem seis hectares de terra na região metropolitana de Porto Alegre, destinados para diferentes variedades de pêssego. Na safra passada, ele recebeu, em média, R$ 2,50 pela caixa de um quilo e meio, quando o custo de produção era de R$ 1,80. Agora, ele gasta R$ 0,20 a mais para produzir, mas espera receber mais pelo produto.
– Ano passado foi um ano bom. Deu uma boa produtividade e um ótimo lucro. Esse ano subiu um pouco os nossos custos, mas a gente espera ter um preço melhor. Se ficar em torno de R$ 3, já está bom para nós – disse o produtor.
A expectativa de Pereira é colher 40 toneladas nesta safra, e melhorar a qualidade da fruta. Para isso, ele tem se dedicado ao raleio, que é a retirada de alguns brotos para fortalecer os pomares.
Clima favorece o desenvolvimento do pêssego no Rio Grande do Sul
Produtores estimam superar as 1,200 toneladas da fruta colhidas no ano passadoA safra de pêssego começa somente em novembro no Rio Grande do Sul. Os produtores esperam colher um volume maior da fruta e ter preços mais atrativos. Até agora, o clima ajudou e não foram contabilizadas perdas. O sol e as temperaturas amenas vêm favorecendo o desenvolvimento da cultura. Com a chegada da primavera e o clima mais quente, a beleza dos pomares começa a se destacar na tradicional região produtora de pêssego no Estado. Os primeiros brotos já surgem nas árvores. O extensionista rural