CMN prorroga pagamento de dívidas de produtores prejudicados por seca ou enchente

Decisão foi tomada em reunião na tarde desta quintaPor causa da seca que prejudicou lavouras na região Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na tarde desta quinta, dia 28, a prorrogação da data de pagamento das operações de custeio e investimento que vencem até agosto deste ano. Até o dia 15 de agosto, os produtores poderão pagar o débito livre de multas. A partir dessa data a parcela vai poder ser prorrogada.

? A partir daí os produtores terão duas possibilidades. Se a operação for de investimento, ele poderá solicitar até a data do vencimento. Se vencer depois de 15 de agosto, ele pode esperar até a data do vencimento e solicitar a prorrogação da prestação deste ano para um ano após a última prestação. Por exemplo, se faltam duas, ele vai jogar para daqui a três anos. No caso do custeio desta safra, se a operação não conta com seguro, ele poderá também fazer uma prorrogação, mas aí dividir o valor que devia este ano, sendo o primeiro no ano que vem, depois em 2011 e 2012 ? disse o secretário-adjunto de Política Econômica, Gilson Bittencourt.

Já para as regiões Norte e Nordeste atingidas pela enchente, o prazo para o pagamento da parcela que vence neste ano foi prorrogado até 15 de outubro. O CMN também criou uma linha emergencial de crédito para financiar a recuperação das condições produtivas das lavouras prejudicadas pelas condições climáticas. O limite por agricultor é de R$ 5 mil com prazo para pagamento de dois anos.

Até o dia 15 de junho, será feita uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional para aprovar exclusivamente votos agrícolas direcionados ao próximo Plano Safra. A intenção, com isso, é fazer com que os recursos estejam disponíveis nas agências bancárias a partir de 1º de julho.

Dos R$ 93 bilhões previstos pela área econômica para custear a próxima safra, pelo menos R$ 2 bilhões já estão garantidos. O Conselho decidiu aumentar de 60% para 68% a quantidade de recursos da poupança rural destinados aos financiamentos agrícolas.