Segundo a nota, cerca de 200 manifestantes teriam invadido o local e danificado parte das instalações. De acordo com a CNA, o grupo portava cartazes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e materiais de outros movimentos não identificados.
O MST divulgou em seu site oficial uma nota informando que o protesto foi liderado por 250 militantes da Via Campesina que tinham como objetivo “desmascarar o discurso do agronegócio de uma agricultura sustentável”. Segundo a assessoria da Via Campesina, o ato ocorreu de forma pacífica.
Leia a íntegra da nota da CNA:
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público manifestar o seu repúdio aos tristes episódios ocorridos na manhã desta quinta-feira, dia 21 de junho, quando o Espaço AgroBrasil, que lidera no Pier Mauá, um dos espaços oficiais da Rio+20, foi invadido por cerca de 200 manifestantes.
Rejeita a violência do grupo que portava cartazes do Movimento dos Sem Terra (MST), além de materiais de outros movimentos não identificados.
Lamenta os atos de vandalismo que danificaram parte das instalações, especialmente uma maquete que reproduz as várias técnicas de agricultura de baixo carbono, além de uma Área de Preservação Permanente (APP), conforme fotos disponibilizadas no link: https://www.flickr.com/photos/canaldoprodutor/
Por esse motivo, protesta mais uma vez frente ao preconceito contra um setor que utiliza apenas 27,7% do território do país para produzir alimentos de forma sustentável, preservando 61% do Brasil com cobertura vegetal nativa.
A CNA considera inaceitável que manifestações antidemocráticas como estas ainda tenham lugar em um evento como a Rio+20, onde os povos e as nações buscam o entendimento e a convergência para um mundo melhor, sempre respeitando a diversidade de ideias.
Senadora KÁTIA ABREU
Presidente da CNA