
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sediou, na terça-feira (16), em Brasília, a reunião da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de instituições de pesquisa para discutir temas estratégicos da cadeia de florestas plantadas. Entre os assuntos da pauta estiveram comércio exterior, biodiversidade, política agrícola e zoneamento climático.
Um dos principais temas debatidos foi a investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301. Segundo o material divulgado, o processo poderá resultar na aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Durante a reunião, os participantes destacaram a mobilização de entidades do setor na elaboração de contribuições técnicas e defenderam uma atuação coordenada do governo brasileiro para evidenciar avanços no combate ao desmatamento ilegal e preservar a competitividade dos produtos florestais no mercado internacional.
No campo regulatório, a assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, apresentou um relato da 77ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). De acordo com a apresentação, foi criado um Grupo de Trabalho para discutir critérios técnicos, categorias e ações relacionadas às espécies exóticas invasoras presentes no Brasil.
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Jaine informou que nenhuma lista de espécies foi aprovada até o momento. Ela também ressaltou a importância da articulação entre governo e setor produtivo, além do acompanhamento da tramitação do Projeto de Lei nº 5.900/2025. Conforme o texto apresentado na reunião, a proposta atribui ao Mapa a competência exclusiva para legislar sobre espécies de interesse produtivo.
A pauta incluiu ainda atualizações do Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas (Deflo/Mapa) sobre projetos em andamento, a revisão da Política Agrícola para Florestas Plantadas, informações sobre o Painel Floresta+ e iniciativas internacionais desenvolvidas em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Outro tema discutido foi o avanço do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para florestas plantadas, com destaque para a cultura do eucalipto e seus reflexos no acesso ao crédito e ao seguro rural.
Ao final, o encontro registrou a defesa de diálogo contínuo entre governo, setor produtivo e comunidade técnico-científica para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às florestas plantadas. O material divulgado não informa prazos, valores ou detalhamento das medidas em discussão.
Fonte: cnabrasil.org.br