A maioria dos deputados da Frente apoia o texto de Piau. Já o governo federal, que é contra o novo relatório, continua negociando mudanças. O esforço é para aprovar no plenário um texto que não exija vetos da presidente Dilma Rousseff.
Entre os pontos polêmicos do projeto está a recomposição de vegetação nas beiras de rio, que, por falta de consenso, foi retirado do texto. Nas alterações do relatório de Piau estão os apicuns e salgados, que compõe os manguezais, que deixam de ser área de preservação permanente; a retirada do artigo que destinava 30% da arrecadação obtida com a cobrança pelo uso água para a recuperação de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e também do item que concedia cinco anos para agricultores se regularizarem no Cadastro Ambiental Rural sob pena de perder novos financiamentos. O prazo agora é de quatro anos para adequação e sem punições para quem não cumprir.
Até ser votado o texto ainda pode sofrer modificações, mas, no plenário, elas precisam ser aprovadas pela maioria.
— Eu acredito que o governo vai aparentemente rachado para votação. O governo do A (PT), versus o governo do B, (PMDB), vão fazer uma peleja simultânea e vão anular boa parte dos absurdos do relatório do Piau e vão aprovar um texto do Senado piorado. Aí caberá a Dilma depois ainda o vetar uma ou outra coisa — afirma o ambientalista André Lima.