• Produção de azeitonas deve aumentar 50% no Rio Grande do Sul
A propriedade pertence ao empresário paulista Luiz Eduardo Batalha, que também inaugurou uma usina de azeite com capacidade para processar até 1,5 mil quilos da fruta por hora. A usina vai atender também outros produtores da região. A fazenda Guarda Velha tem 40 mil mudas plantadas e já é uma das maiores produtoras de azeite de oliva do Brasil.
Batalha aposta há mais de três anos na diversificação com a criação de ovinos e a plantação de oliveiras numa área de 120 hectares. Segundo ele, os principais fatores para a qualidade do produto apresentado em plantas tão jovens, além da escolha de uma área adequada, foram os investimentos em correção do solo, o sistema de irrigação e demais equipamentos de alta tecnologia.
Este ano, a maioria dos produtores gaúchos está obtendo baixa produtividade nas frutas colhidas. Em função do clima, eles estão conseguindo extrair apenas 10% de óleo de cada quilo de azeitona processada. No ano passado a produtividade foi entre 18% e 20%.
Concorrência
Um grande desafio que se apresenta à produção é a disputa de espaço com os produtos importados, que são, comprovadamente, inferiores.
– Precisamos fazer frente a essa concorrência desleal, uma vez que os produtos não têm comparação sob o ponto de vista da qualidade – disse o secretário da Agricultura gaúcho, Luis Fernando Mainardi.
Mainardi também destacou o potencial da região que, ao longo do tempo, vem acolhendo investidores de fora do Estado.
– Temos aqui o clima e o solo apropriado para a produção de oliveiras. Esse é um momento histórico não só para Pinheiro Machado, mas também para a Metade Sul e todo o Estado.
Para o secretário da Agricultura, a criação da Câmara Setorial das Oliveiras também foi uma forma de estabelecer uma meta para o futuro. Nos próximos 10, anos o Estado deve estar produzindo, no mínimo, em 10 mil hectares.
– Temos convicção que essa meta será batida em menos tempo. Dificilmente deve existir uma região tão propícia à produção de uvas, atividade que se consolidou e hoje rende bons frutos, mas as oliveiras são uma alternativa econômica que se viabilizou e têm muito a conquistar.
Investimento
Considerado pela Embrapa como melhor local para plantio de oliveiras, o Rio Grande do Sul poderá impulsionar o país a passar de maior consumidor para melhor produtor do azeite. Longe das regiões serranas e do litoral, onde a umidade relativa do ar é menor, a região da campanha é boa principalmente na fase de florescimento, favorecendo a produção de frutos da oliveira.
Assim como Pinheiro Machado, outras 10 cidades gaúchas integram o projeto Olivais do Pampa: Pedras Altas, Lavras, Dom Pedrito, Caçapava, Bagé, Aceguá, Hulha Negra, Candiota, Livramento e Quaraí.
Produção de azeite de oliva está em alta no país, saiba mais na entrevista com a diretora técnica da Associação dos Produtores de Azeite, Erika Cardoso:
