Em Mato Grosso, o ritmo de compras de sementes, fertilizantes e defensivos está 11% mais rápido que no ano passado
Daniel Popov, de São Paulo
Soja colhida, safra encerrada e produtores . . . trabalhando duro para variar. Para quem pensa que ao final da safra há descanso, se engana. Em Mato Grosso, por exemplo, a safra 2017/2018 já começou e a compra de insumos está 11% mais acelerada, quando comparada ao mesmo período do ano passado.
Segundo o levantamento do Instituto matogrossense de Economia Aplicada (Imea), até o momento a expectativa é que a nova safra não terá incremento de área, sendo assim 67,3% dos insumos para a próxima temporada já foram adquiridos. No ano passado, em igual período, os volumes de compras eram de 55,7%. A razão apontada pela entidade é a queda do dólar. “O dólar estava mais baixo e isso propiciou a compra de insumos por um valor menor, já que boa parte deles é importada”, conta o gestor técnico do Imea, Angelo Ozelame.
Este recuo na moeda americana também ajudou a reduzir os custos com insumos na safra 2017/2018. Em média, os gastos com a compra de sementes, fertilizantes e defensivos ficou em R$ 1.745 por hectare, contra os R$ 1.953 do ano passado. “Além da queda do dólar, os preços dos produtos também ficaram mais baratos. Por isso esse recuo”, explica Ozelame.
O gasto médio com defensivos somou R$ 742,50 na temporada 2017/2018, contra os R$ 832,15 do ano passado. Os fertilizantes também estão pesando menos no bolso do agricultor e chegaram a R$ 636,54, ante os R$ 735,63 de 2016/2017. Só as sementes que não mudaram de valor e continuam a R$ 385,83.
Com isso, os custos totais da safra 2017/2018 também recuou e chegou a R$ 3.449,02, contra os R$ 3.683,30 do ano passado.
Só que agora a nova alta do dólar tem estimulado incrementos nas cotações internas para o próximo ano. Apesar disso, com os custos ainda não fechados, os produtores devem pôr na ponta do lápis o seu controle e gerenciamento de custos e vendas da nova temporada.
